sábado, 9 de janeiro de 2016

Cuidados que devemos ter no verão

A estação verão chegou, com isso devemos ter alguns cuidados especiais com nossa saúde para manter nossa qualidade de vida, principalmente as pessoas idosas.
Cada indivíduo reage de maneira diferente ao calor, no caso dos idosos eles apresentam menor capacidade de se adaptar à elevação dos termômetros devido ao processo de envelhecimento. Entre as alterações no organismo que ocorrem com o envelhecimento, destaca-se a redução da sensação de sede; bem como na percepção do calor e na capacidade de eliminar o calor do corpo (termólise), o que justifica a necessidade de maior atenção à saúde para evitar problemas como a desidratação e hipertermia.
A hipertermia também denominada popularmente como insolação ocorre quando a temperatura do corpo fica acima do normal. Os sintomas de alerta são contraturas musculares, náuseas, vômitos, dor de cabeça, fraqueza, tonturas ou até convulsões.
Os sinais clássicos de complicações do calor como a desidratação são lábios e língua secos e diminuição da quantidade de urina. Podem também ocorrer alterações de comportamento (agitação ou apatia; confusão mental), dor de cabeça, tonturas, fadiga e mal-estar.
As recomendações são mover a pessoa para um lugar fresco, de preferência com ar condicionado; deitá-la para que repouse e remover roupas apertadas e desconfortáveis; oferecer água se a pessoa estiver consciente e procurar imediatamente ajuda médica.
Porém podemos evitar essas complicações no verão, tendo alguns cuidados durante esse período, como:
• Beber grande quantidade de água mesmo que não tenha sede, pois a sede já é um sinal desidratação do nosso organismo (o ideal é consumir no mínimo 2 litros ao longo do dia).
• Procurar abrigo em lugares cobertos e arejados ou em áreas que possuam ar condicionado.
• Vestir-se com roupas leves, frescas, como as de algodão e cor clara. Óculos de sol e bonés também são aliados na proteção do corpo contra o sol.
• Evitar atividades físicas extenuante na parte mais quente do dia (entre as 10 da manhã e às 16 horas) – em especial a prática de esportes ao ar livre neste período
• Usar filtro solar e tomar banhos mais frios.
• Evite tomar cafeína e álcool, pois são bebidas que contribuem para desidratação.
• Preferir as frutas, verduras e legumes nas refeições, pois são fontes de vitaminas, minerais e fibras, além de serem alimentos mais refrescantes. Sorvetes também devem ser lembrados neste período.
• Alimentar-se com uma frequência de 3h em 3h.
• Lavar e armazenar os alimentos de forma adequada para evitar intoxicação alimentar que é muito comum no verão.

Danielle Renck
Luciano Chaves

domingo, 22 de novembro de 2015

A relação entre o excesso de ferro e as doenças neurodegenerativas


O ferro é um metal essencial para o funcionamento do organismo humano, cumpre diversas e importantes funções fisiológicas. O nosso organismo obtém-no através dos alimentos, mas ele em excesso também pode ser tóxico, pois possui a capacidade de participar de reações que geram radicais livres os quais estão associados a danos de macromoléculas celulares, lesão tecidual e a doenças.

Ocorrendo um excesso ou desregulação na homeostase do ferro em áreas cerebrais relevantes, aumenta o dano oxidativo induzido por ferro, levando a processos neurodegenerativos com consequente morte neuronal. Algumas das principais doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson e a doença de Alzheimer, podem ser causadas pelo estresse oxidativo do ferro, ao qual nosso organismo esta sujeito. Altos níveis de ferro no cérebro poderiam aumentar o risco de desenvolver a doença de Alzheimer e acelerar o declínio cognitivo que vem com ele.

Estudo realizado para determinar a relação entre os níveis de ferro no cérebro e declínio cognitivo  com três grupos de pessoas com cognição normal, leve e Alzheimer diagnosticado durante sete anos. Os investigadores determinaram níveis de ferro no cérebro dos pacientes através da medição da quantidade de ferritina, (proteína que armazena e libera ferro) no líquido cefalorraquidiano em torno do cérebro. Fizeram testes regulares e exames de ressonância magnética para rastrear o declínio cognitivo e alterações no cérebro durante o período de estudo.

Os resultados demonstraram que as pessoas com níveis mais elevados de ferritina, em todos os grupos, tiveram quedas mais rápidas nas habilidades cognitivas e acelerado encolhimento do hipocampo    que na doença de Alzheimer é uma das primeiras regiões do cérebro a ser afetado, conduzindo à confusão e à perda de memória. Os níveis de ferritina foram também ligados a uma maior probabilidade de as pessoas com transtorno cognitivo leve desenvolverem a doença de Alzheimer.

Estes resultados sugerem que pode ser possível parar a doença com drogas que reduzem os níveis de ferro no cérebro.  Segundo Scott Ayton, neurocientista da Universidade de Melbourne, na Austrália, o ferro está contribuindo para a progressão da doença de Alzheimer.

 

Danielle Renck

Luciano Chaves

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Acupuntura no tratamento da dor lombar

Após fazer algum esforço muito grande durante o dia, como carregar muito peso, fazer uma faxina em casa, pode aparecer “aquela” dor “chata” na parte de baixo da coluna, um pouco acima do “bumbum”. A situação descreve um caso típico de dor lombar aguda, ou seja, uma dor intensa que pode ter várias causas e tende a desaparecer com o tempo. Mas se após três meses essa dor ainda continua, isso pode significar que a pessoa passou a sofrer de um problema crônico, que precisa de uma atenção maior.
A dor lombar é desencadeada por espasmo muscular causado por movimentos bruscos ou repetitivos. A fonte da dor pode ser um problema tanto nos ligamentos ou na articulação bem como nos músculos da coluna. A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que 80% da população mundial sofrerá, em algum momento de suas vidas, com este desconforto, que para alguns indivíduos se torna crônico.
Para o tratamento da lombalgia crônica a acupuntura associada ao tratamento convencional é muito eficaz, o que foi comprovado por vários estudos, como o realizado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Estudo realizado com um grupo de 60 pacientes sendo que 28 receberam tratamento convencional, enquanto o restante teve o tratamento convencional associado à acupuntura. Após o término das seis sessões de acupuntura verificou-se que o grupo que teve o tratamento convencional associado à acupuntura apresentou uma melhora significativa na dor lombar comparado ao outro grupo. Após três meses do término do tratamento a melhora persistia.
O tratamento convencional (uso de analgésicos, exercícios e recomendação de posturas corretas para atividades diárias) nem sempre é eficaz para o alívio do dor lombar crônica de alguns pacientes. Quando estas medidas são insuficientes, a acupuntura aliada a esses procedimentos torna o tratamento mais eficaz. A acupuntura age no local para redução da dor e da inflamação além de ter ação direta no sistema nervoso central promovendo a liberação de opióides endógenos, que são potentes analgésicos e antiinflamatórios.
Danielle Renck
Luciano Chaves

domingo, 23 de agosto de 2015

Conheça medidas que ajudam a manter a memória afiada mesmo ao envelhecer


Ao envelhecer são comuns que os problemas de memória se tornem mais evidentes, porém a capacidade de processamento do cérebro diminui constantemente a partir dos 20 anos.

Foi comprovado que cerca de 30% dos adultos saudáveis tem dificuldade em recordar fatos, pessoas, lugares e outras informações diárias. É comum a todos nós, eventualmente, ter dificuldade de lembrar nomes e datas, o que acabamos de ler, ou mesmo o que jantamos ontem. Porém é importante diferenciar o normal de possíveis sintomas de doenças de limitação cognitiva, pois esquecer onde estacionou o carro pode acontecer com qualquer um, mas não se lembrar de como ele é, pode ser preocupante.

A chegada da terceira idade não quer dizer que haja necessariamente perda de memória. Há um números significativo de idosos de 80 anos que tem desempenho tão bom nos testes de memória quanto pessoas na faixa dos 30 anos. O cérebro mais velho é capaz de fazer mudanças para se adaptar. Certas regiões cerebrais operam de forma um pouquinho diferente e podem ser melhores do que as dos mais jovens.

Segundo o Instituto de Medicina a várias medidas que podemos levar ao longo da vida para ajudar prevenir a perda de memória, pois é melhor evitar o declínio cognitivo do que revertê-lo. E algumas delas são:

·         Prevenir ou controlar os fatores de risco cardiovascular, incluindo pressão alta, fumo, obesidade e diabetes, pois o que é bom para o coração também é bom para o cérebro. Se envolver socialmente é outra medida fundamental. A integração é um instrumento poderoso para um envelhecimento saudável.

·         Interessar-se por atividades de estimulação intelectual, incluindo leitura, participação em grupos de discussão, palestras e outras atividades culturais. Aprender tarefas novas e complexas, como crochê, costura ou fotografia digital, pode melhorar o desempenho cerebral.

·         Praticar exercícios físicos, pois inúmeros estudos registram os benefícios decorrentes do exercício constante não só ao corpo, mas ao cérebro. Por exemplo, das 18.766 mulheres entre 70 e 81 anos que participaram de uma pesquisa americana, as que tinham um nível mais alto de atividade mostraram 20% menos chances de sofrer problemas cognitivos do que as de nível menor.

Fonte: Zero Hora

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A importância da fisioterapia na doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é uma demência crônica degenerativa que incide em pessoas idosas, a qual afeta a substância cerebral e é caracterizada pela perda da função cognitiva assim como distúrbios afetivos e comportamentais.

De início, o paciente começa a perder sua memória mais recente. Pode até lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás, mas esquece que acabou de realizar uma refeição, por exemplo. Com a evolução do quadro, o Alzheimer causa grande impacto no cotidiano da pessoa, afetando a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.

Alguns idosos podem apresentar pequenos lapsos de memória, menor velocidade de raciocínio e episódios passageiros de confusão, dificuldade de locomoção, falta de equilíbrio, mãos trêmulas, insônia noturna com sonolência diurna e outras manifestações que são naturais da idade avançada. Já na pessoa com a doença de Alzheimer essas características são acentuadas e tornam-se sintomas.

O tratamento desta patologia é feito por diferentes profissionais da área da saúde. Apesar de não existir cura para a doença de Alzheimer, pode-se fazer muito por esses pacientes para que usufruam de melhor qualidade de vida.

Na doença de Alzheimer o fisioterapeuta trata o paciente com o objetivo de prevenir contraturas musculares, rigidez articular, atrofias, encurtamento muscular, manutenção da massa muscular, mobilização das secreções pulmonares, melhorar o equilíbrio, flexibilidade e coordenação visando o prolongamento do tempo de independência do paciente. Estes sintomas supracitados podem levar a deformidades articulares (por exemplo, “mão fechada permanentemente”) dificultando o manuseio com a pessoa para vestir, higienizar, posicionar no leito e poltrona, cortar unhas, entre outros.

Portanto, a ação do fisioterapeuta no tratamento do paciente com doença de Alzheimer é incontestável, pois a fisioterapia é um dos meios mais eficientes para retardar o surgimento dos sintomas motores e a incapacidade e invalidez do paciente.

 Danielle Renck

Luciano Chaves

domingo, 19 de julho de 2015

Importância da Fisioterapia na Doença de Parkinson


A Doença de Parkinson ocorre em consequência de uma deficiência na produção de dopamina cerebral, neurotransmissor produzido pela região do cérebro chamada “substância negra”, responsável principalmente pelo controle dos movimentos do corpo, humor, emoções, cognição, sono e memória. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parkinson acomete cerca de 100 a 200 pessoas por 100 mil habitantes acima de 40 anos, ou aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos. Só no Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas sejam portadoras da Doença de Parkinson.
Essa doença neurodegenerativa é caracterizada clinicamente pela presença de tremor, rigidez, lentidão dos movimentos e alteração do equilíbrio postural. Também é comum a presença de sintomas não motores, como a redução do olfato, alterações urinárias, distúrbios do sono, depressão, ansiedade, fadiga, constipação e dificuldade de concentração e memória.

A fisioterapia como uma ciência que estuda, previne e trata os distúrbios relacionados ao movimento tem um papel importante no tratamento do indivíduo portador de Parkinson, pois irá proporcionar uma melhora no seu estado físico geral, tendo como objetivo principal a restauração ou manutenção da função motora, incentivo à realização das atividades de vida diária de forma independente, proporcionando mais qualidade de vida.

De uma maneira geral, a fisioterapia irá atuar nos distúrbios motores, realizando exercícios de alongamento, mobilização, movimentação e exercícios de força muscular para a manutenção da mobilidade e diminuição da rigidez e melhora das alterações posturais. O treino de equilíbrio e marcha, são essenciais pelo alto risco de queda desses pacientes, já que 68,5% dos pacientes com DP apresentam quedas, sendo que 33% destes teriam fraturas ósseas com admissões em hospitais. Muitas vezes, é necessária a prescrição de um dispositivo de auxílio à marcha (andadores, bengalas, entre outros) que deverá ser avaliado pelo fisioterapeuta diante da necessidade do paciente, que será ajustado (melhor recurso e altura) e treinado para melhor adaptação.

Complicações respiratórias podem surgir em decorrência da evolução da doença e dos distúrbios relacionados à deglutição, tornando o paciente mais suscetível à pneumonia, por exemplo, além da diminuição da mobilidade e das alterações posturais que acabam interferindo na capacidade pulmonar. A fisioterapia respiratória desempenha um papel fundamental no tratamento atuando antes como prevenção, com exercícios que melhorem a postura e a capacidade pulmonar, podendo atuar também, na reabilitação, fazendo a higiene brônquica e reexpansão pulmonar, no caso de infecção.


         Como essa doença é progressiva, a intervenção fisioterapêutica deve ser de longo prazo. Muitos clínicos e pesquisadores acreditam que a fisioterapia deve começar tão cedo quanto o estabelecimento do diagnóstico, para prevenir a atrofia muscular, a fraqueza e a capacidade de exercício reduzida. É importante que toda a família esteja envolvida no tratamento do portador de Parkinson, para que as atividades também sejam encorajadas em casa, já que períodos prolongados de inatividade devem ser evitados. Também vale a pena lembrar que a fisioterapia será necessária por toda a vida.
 

Danielle Renck
          Luciano Chaves

domingo, 5 de julho de 2015

Prevenção de Quedas na Terceira Idade

           O perigo de queda é um fator crucial na vida dos idosos, pois está associado a riscos permanentes como dificuldade na visão, falta de equilíbrio e fraqueza muscular.

Segundo um levantamento realizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), 75% das lesões sofridas por pessoas com mais de 60 anos são causadas por acidentes domésticos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e traumatologia, 20% das pessoas com mais de 60 anos que sofrem fratura no fêmur morrem após um ano, em decorrência do agravamento de doenças já preexistentes no coração, pulmões e nos rins. Os que se recuperam, cerca de 30% a 40%  perdem a independência.

Para reduzir esses índices o Ministério da Saúde alertou a secretarias estaduais e municipais sobre a necessidade de promover ações de conscientização. Em São Paulo, a Secretaria Estadual de Saúde divulgou uma cartilha de Políticas de Vigilância e Prevenção de Quedas em Pessoas Idosas. O projeto visa orientar a população e profissionais da saúde com programas específicos de prevenção que visam uma alimentação saudável e atividades físicas que aumentam a resistência da população idosa. Também tem a finalidade de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce da osteoporose, que, segundo dados da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, atinge mais de 10 milhões de pessoas, em sua maioria mulheres e idosos.

A fisioterapia tem papel importante, pois além da reabilitação de lesões, tem ação preventiva, ajudando a melhorar a qualidade de vida e evitando possíveis quedas e suas futuras complicações.

Mudanças no piso na prevenção de escorregões, sapatos adequados, colocar barra de apoio dentro do box e próximo ao assento sanitário, iluminação adequada em todos os cômodos da casa e principalmente perto da cama são alterações importantes para a prevenção de quedas. A adaptação desses ambientes faz com que o idoso tenha mais segurança e, consequentemente uma melhor qualidade de vida.

 

Danielle Renck

Luciano Chaves