terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Não se considerar idoso aumenta as chances de felicidade, diz pesquisa

A pesquisa Felizômetro de 2014 realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) entrevistou 632 pessoas que já passaram dos 60 anos. Revelou que as pessoas na terceira idade estão mais felizes. Oito em cada dez entrevistados se consideram satisfeitos com seu modo de vida atual.
Outra constatação interessante da pesquisa foi que enquanto o IBGE estima em 81,6 anos a expectativa atual de vida da população brasileira. Os entrevistados dão a si mesmo uma estimativa de 89 anos de idade. O levantamento indicou que a felicidade e saúde são questões inseparáveis para o grupo.
Segundo a psicóloga especializada em terceira idade, Simone Bracht a questão não é chegar à terceira idade e sim não se sentir velho. Todas as pessoas ao chegar à terceira idade vão passar por transformações que são normais e esperadas no corpo, como por exemplo, se sentir mais lento e precisar de óculos. E quem aceitar melhor essas perdas naturais e limitações consegue se sentir melhor consigo mesmo e por conseqüência ser mais feliz.
 
Além da saúde e do sentimento de não pertencimento ao grupo de terceira idade, outros fatores destacaram-se como importantes para aumentar as chances de atingir a felicidade. O índice ‘“Felizômetro” mostra que a independência na hora de consumir (14,5%), o fato de não precisar fazer empréstimos para adquirir produtos que não tinham acesso antes (13,9%), ter condições de gerir as próprias contas livremente (7,6%) e manter uma vida financeira melhor do que no tempo em que eram jovens (6,8%) são outros fatores que pesam consideravelmente para aumentar a probabilidade de ser feliz na vida dos idosos.
Aproveitar o tempo livre também é importante, atividades de lazer realizadas com muito mais frequência podem impactar em até 6,3% as chances de satisfação com o modo de vida. Ao mesmo tempo em que valorizam a diversão, os entrevistados mostram que os rumos da vida profissional têm peso na consolidação da própria felicidade: esse ponto  tem potencial para elevar a probabilidade de felicidade em 5,6%. Pois o fato de terem uma ocupação e se sentirem produtivos são fator chave da felicidade para quem está numa fase cuja imagem é construída como alguém improdutivo.
 
 
 
 
 
 
Danielle Renck
Luciano Chaves
Fonte: Zero Hora
 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Doença de Alzheimer e qualidade de vida: uma realidade possível!


Envelhecimento não é sinônimo de doença, pois é possível envelhecer com saúde e qualidade de vida. O envelhecimento com ou sem doenças depende de fatores biopsicossociais, ou seja, as pessoas envelhecem de formas diferentes de acordo com os seus hábitos de vida e genética.

Mas durante o processo de envelhecimento podemos nos deparar com a Doença de Alzheimer que é uma das doenças que está em evidência na atualidade. Para buscar uma vida com mais qualidade o tratamento deve envolver diversas áreas da saúde em uma atuação transdisciplinar (fisioterapia, nutrição, psicologia, farmácia, enfermagem, etc...). A família e os cuidadores também devem ser incluídos no tratamento, como uma forma de estarem mais presentes e serem auxiliados e orientados em todos os âmbitos que a doença exige, desde um simples banho até como realizar atividades cognitivas e como proceder para o autocuidado, a fim de não adoecerem juntos.

Além do tratamento medicamentoso, exercícios físicos, alimentação adequada e os cuidados pessoais, devemos também desenvolver estratégias compensatórias de adaptação para estimular o paciente no que desrespeito as funções cognitivas comprometidas e realização de atividades diárias, conhecida também como estimulação cognitiva ou reabilitação cognitiva.

 Essa estimulação cognitiva como alternativa de tratamento não medicamentoso à Doença de Alzheimer se faz importante não só para o treino das funções cerebrais perdidas como também no controle de outros sintomas, promovendo assim o bem estar do paciente e o ajudando a viver melhor com as limitações que a doença lhe impõe.

 Estudos comprovam que quanto mais cedo o diagnóstico da Doença de Alzheimer for feito, mais efetivo é o tratamento. Por isso a importância da troca de conhecimentos e experiências e, principalmente, de informar a população sobre a doença, sintomas iniciais, alternativas de tratamento medicamentoso e não medicamentoso, e formas de se lidar com a pessoa no dia a dia.
 
Danielle Renck
Luciano Chaves
 
Fonte: Portal do Envelhecimento

domingo, 2 de novembro de 2014

Dia mundial do AVC chama a atenção para a doença que mais mata no Brasil


           No Brasil, o acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame cerebral faz uma vítima a cada cinco minutos e atinge mais mulheres do que homens.

A proporção de vítimas da doença nos homens é de um a cada seis enquanto entre as mulheres é de uma a cada cinco. Pois elas possuem além dos fatores de riscos comuns a ambos os sexos (pressão alta, colesterol elevado, tabagismo, diabetes e arritmia cardíaca) alguns mais específicos como a gravidez, o uso de pílulas anticoncepcional e a reposição hormonal após a menopausa. Também, as mulheres tendem a viver mais em relação aos homens e o AVC costuma acometer as pessoas em idade mais avançada.

No dia 29 de outubro foi celebrado o Dia Mundial do AVC. Especialistas e voluntários se unem para desenvolver ações para alertar a população sobre os fatores de riscos da doença e as melhores formas de preveni-la. Esse ano a campanha mundial promovida pela Organização Mundial do AVC (WSO), foi batizada de "Eu sou mulher, o AVC me afeta". Em Porto Alegre, aconteceu uma corrida no sábado (01/11/2014) na Redenção para promover a prevenção.

Se adequadamente tratados, 90% dos AVCs podem ser evitados, por isso é importante ficar alerta nos principais sintomas que são fraqueza, formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo, confusão, alteração da fala e/ou compreensão, alteração na visão (em um ou ambos os olhos), alteração do equilíbrio, coordenação, tontura, alteração no andar e dor de cabeça súbita e intensa, sem causa aparente.

 

Danielle Renck

Luciano Chaves

 


 

domingo, 26 de outubro de 2014

Prevenção de Quedas na Terceira Idade


O perigo de queda é um fator crucial na vida dos idosos, pois está associado a riscos permanentes como dificuldade na visão, falta de equilíbrio e fraqueza muscular.

Segundo um levantamento realizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), 75% das lesões sofridas por pessoas com mais de 60 anos são causadas por acidentes domésticos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e traumatologia, 20% das pessoas com mais de 60 anos que sofrem fratura no fêmur morrem após um ano, em decorrência do agravamento de doenças já preexistentes no coração, pulmões e nos rins. Os que se recuperam, cerca de 30% a 40%  perdem a independência.

Para reduzir esses índices o Ministério da Saúde alertou a secretarias estaduais e municipais sobre a necessidade de promover ações de conscientização. Em São Paulo, a Secretaria Estadual de Saúde divulgou uma cartilha de Políticas de Vigilância e Prevenção de Quedas em Pessoas Idosas. O projeto visa orientar a população e profissionais da saúde com programas específicos de prevenção que visam uma alimentação saudável e atividades físicas que aumentam a resistência da população idosa. Também tem a finalidade de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce da osteoporose, que, segundo dados da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, atinge mais de 10 milhões de pessoas, em sua maioria mulheres e idosos.

A fisioterapia tem papel importante pois além da reabilitação de lesões, tem um papel preventivo, ajudando a melhorar a qualidade de vida e evitando possíveis quedas e suas futuras complicações.

Mudanças do piso na prevenção de escorregões, sapatos adequados, colocar barra de apoio dentro do box e próximo ao assento sanitário, iluminação adequada em todos os cômodos da casa e principalmente perto da cama são alterações importantes para a prevenção de quedas. A adaptação desses ambientes faz com que o idoso tenha mais segurança e, consequentemente uma melhor qualidade de vida.

 

Danielle Renck

Luciano Chaves
 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

www.salutarfisioterapia.com.br

É com grande alegria que comunico aos nossos queridos pacientes e seus familiares bem como aos amigos, a criação do NOSSO SITE:

www.salutarfisioterapia.com.br

Convido todos a visitar nosso site, o qual está repleto de informações sobre nossa equipe, áreas de atuação e como desenvolvemos o trabalho.

domingo, 20 de julho de 2014

Salutar Fisioterapia Geriátrica


     Salutar Fisioterapia Geriátrica é a equipe de fisioterapeutas pioneira a se especializar no atendimento domiciliar de idosos. Também atendemos em Instituições Geriátricas (Residenciais Geriátricos/Lar de Idosos).


A equipe Salutar é coordenada pelo fisioterapeuta Luciano Chaves, pós-graduado em Fisioterapia Geriátrica e com mais de 10 anos de experiência no atendimento domiciliar de idosos.

Temos como objetivo desenvolver, com excelência técnica e ética, serviços e procedimentos na área da fisioterapia geriátrica, com a finalidade de assistir aos idosos, a instituição e seus familiares.

Buscamos melhorias na qualidade de vida dos idosos, sejam eles frágeis e dependentes ou saudáveis que procuram atividades significativas e direcionadas, proporcionando um envelhecimento bem sucedido.

Atuamos na prevenção, evitando ou reduzindo o risco de distúrbios do movimento humano, como também na reabilitação, favorecendo a vida do idoso, facilitando sua locomoção e convívio social.

Trabalhamos com o conceito de Clínica em Casa, na qual levamos todos os aparelhos e equipamentos necessários para realizar o melhor atendimento possível.

 
 


quarta-feira, 14 de maio de 2014

SILENT: Neurotoxicidade persistente secundária ao uso de lítio - relato de caso

      O lítio é classicamente usado no tratamento do transtorno bipolar do humor (TBH) e tem sido relacionado à neurotoxicidade, com seqüelas persistentes. Em 1987, Adityanjee et al. relataram, pela primeira vez, o termo SILENT (Síndrome do Efeito Neurotóxico Irreversível por Lítio), que tem como critério diagnóstico a presença de seqüelas no Sistema Nervoso Central secundárias à litioterapia que persistem após dois meses cessada a administração do mesmo.1 Segue o caso de uma paciente com TBH que desenvolveu SILENT no curso do tratamento com lítio.
      ZK, 22 anos, feminina, iniciou TBH em 1998, aos 15 anos, com um episódio de depressão maior. Nesta ocasião, foi medicada com venlafaxina de liberação lenta (75 mg/dia), apresentando virada maníaca após um mês de tratamento. Retirado o antidepressivo, melhorou espontaneamente e manteve-se eutímica, sem medicamentos, nos dois anos seguintes. Em 2000, aos 17 anos, teve outro episódio depressivo que, após três meses sem tratamento, evoluiu para episódio maníaco. Medicada com oxcarbazepina 600 mg/dia, houve recuperação por um ano. Em janeiro de 2002, suspendeu a medicação e, no final de 2003, aos 20 anos, desenvolveu um episódio maníaco com sintomas psicóticos. Nesta ocasião, recebeu diagnóstico de TBH e realizou exames laboratoriais, sendo introduzido lítio 900 mg/dia e olanzapina 10 mg/dia, com suspensão desta última um mês após estabilização do quadro. De janeiro de 2004 a meados de junho de 2005, encontrava-se eutímica em uso apenas de lítio 1.200 mg/dia (litemia de 0,7 mEq/L). No final de junho de 2005, desenvolveu gastroenterite associada à febre e, após cinco dias, apresentou ataxia cerebelar, disartria e dismetria. Avaliada em 1º de julho, teve suspenso o lítio e colhida litemia, que se mantinha em 0,7 mEq/L. Em 21 de julho de 2005, submeteu-se à ressonância nuclear magnética (RNM) de crânio (normal) e iniciou fisioterapia, fonoterapia e natação (duas horas por semana). Em setembro de 2005, ainda mantinha síndrome cerebelar e, apesar de estar eutímica, foi introduzida oxcarbazepina 600 mg/dia como medida profilática para o TBH. Evoluiu com melhora progressiva e, até janeiro de 2006, mantinha ataxia e disartria leves.
      Existem cerca de 90 casos de SILENT publicados na literatura,2 sendo a síndrome mais freqüente no sexo feminino (49 casos), com idades variando de 21 a 77 anos. Os fatores mais relacionados à síndrome são: febre,3 uso de antipsicóticos típicos e lesão cerebral.² Embora ocorra mais freqüentemente com litemias elevadas, pode se desenvolver também com lítio na faixa terapêutica. A etiopatogenia é desconhecida, mas já foi detectada desmielinização em múltiplas regiões cerebrais, principalmente, no cerebelo.4
      Este relato ilustra a ocorrência de um caso de SILENT, com envolvimento cerebelar em paciente do sexo feminino, como comumente relatado na literatura, porém com níveis terapêuticos de litemia, sem outros fatores de risco, exceto febre. Sendo assim, apesar da dosagem do lítio ser de extrema importância, vale ressaltar que a neurotoxicidade pode ser ocasionada ou facilitada por outros fatores, independentemente do valor da litemia, tornando-se um alerta para os profissionais que assistem essa população.²
 
 
 
FONTE: Revista Brasileira de Psiquiatria. vol. 28 no. 2 São Paulo.