domingo, 20 de julho de 2014

Salutar Fisioterapia Geriátrica


     Salutar Fisioterapia Geriátrica é a equipe de fisioterapeutas pioneira a se especializar no atendimento domiciliar de idosos. Também atendemos em Instituições Geriátricas (Residenciais Geriátricos/Lar de Idosos).


A equipe Salutar é coordenada pelo fisioterapeuta Luciano Chaves, pós-graduado em Fisioterapia Geriátrica e com mais de 10 anos de experiência no atendimento domiciliar de idosos.

Temos como objetivo desenvolver, com excelência técnica e ética, serviços e procedimentos na área da fisioterapia geriátrica, com a finalidade de assistir aos idosos, a instituição e seus familiares.

Buscamos melhorias na qualidade de vida dos idosos, sejam eles frágeis e dependentes ou saudáveis que procuram atividades significativas e direcionadas, proporcionando um envelhecimento bem sucedido.

Atuamos na prevenção, evitando ou reduzindo o risco de distúrbios do movimento humano, como também na reabilitação, favorecendo a vida do idoso, facilitando sua locomoção e convívio social.

Trabalhamos com o conceito de Clínica em Casa, na qual levamos todos os aparelhos e equipamentos necessários para realizar o melhor atendimento possível.

 
 


quarta-feira, 14 de maio de 2014

SILENT: Neurotoxicidade persistente secundária ao uso de lítio - relato de caso

      O lítio é classicamente usado no tratamento do transtorno bipolar do humor (TBH) e tem sido relacionado à neurotoxicidade, com seqüelas persistentes. Em 1987, Adityanjee et al. relataram, pela primeira vez, o termo SILENT (Síndrome do Efeito Neurotóxico Irreversível por Lítio), que tem como critério diagnóstico a presença de seqüelas no Sistema Nervoso Central secundárias à litioterapia que persistem após dois meses cessada a administração do mesmo.1 Segue o caso de uma paciente com TBH que desenvolveu SILENT no curso do tratamento com lítio.
      ZK, 22 anos, feminina, iniciou TBH em 1998, aos 15 anos, com um episódio de depressão maior. Nesta ocasião, foi medicada com venlafaxina de liberação lenta (75 mg/dia), apresentando virada maníaca após um mês de tratamento. Retirado o antidepressivo, melhorou espontaneamente e manteve-se eutímica, sem medicamentos, nos dois anos seguintes. Em 2000, aos 17 anos, teve outro episódio depressivo que, após três meses sem tratamento, evoluiu para episódio maníaco. Medicada com oxcarbazepina 600 mg/dia, houve recuperação por um ano. Em janeiro de 2002, suspendeu a medicação e, no final de 2003, aos 20 anos, desenvolveu um episódio maníaco com sintomas psicóticos. Nesta ocasião, recebeu diagnóstico de TBH e realizou exames laboratoriais, sendo introduzido lítio 900 mg/dia e olanzapina 10 mg/dia, com suspensão desta última um mês após estabilização do quadro. De janeiro de 2004 a meados de junho de 2005, encontrava-se eutímica em uso apenas de lítio 1.200 mg/dia (litemia de 0,7 mEq/L). No final de junho de 2005, desenvolveu gastroenterite associada à febre e, após cinco dias, apresentou ataxia cerebelar, disartria e dismetria. Avaliada em 1º de julho, teve suspenso o lítio e colhida litemia, que se mantinha em 0,7 mEq/L. Em 21 de julho de 2005, submeteu-se à ressonância nuclear magnética (RNM) de crânio (normal) e iniciou fisioterapia, fonoterapia e natação (duas horas por semana). Em setembro de 2005, ainda mantinha síndrome cerebelar e, apesar de estar eutímica, foi introduzida oxcarbazepina 600 mg/dia como medida profilática para o TBH. Evoluiu com melhora progressiva e, até janeiro de 2006, mantinha ataxia e disartria leves.
      Existem cerca de 90 casos de SILENT publicados na literatura,2 sendo a síndrome mais freqüente no sexo feminino (49 casos), com idades variando de 21 a 77 anos. Os fatores mais relacionados à síndrome são: febre,3 uso de antipsicóticos típicos e lesão cerebral.² Embora ocorra mais freqüentemente com litemias elevadas, pode se desenvolver também com lítio na faixa terapêutica. A etiopatogenia é desconhecida, mas já foi detectada desmielinização em múltiplas regiões cerebrais, principalmente, no cerebelo.4
      Este relato ilustra a ocorrência de um caso de SILENT, com envolvimento cerebelar em paciente do sexo feminino, como comumente relatado na literatura, porém com níveis terapêuticos de litemia, sem outros fatores de risco, exceto febre. Sendo assim, apesar da dosagem do lítio ser de extrema importância, vale ressaltar que a neurotoxicidade pode ser ocasionada ou facilitada por outros fatores, independentemente do valor da litemia, tornando-se um alerta para os profissionais que assistem essa população.²
 
 
 
FONTE: Revista Brasileira de Psiquiatria. vol. 28 no. 2 São Paulo.

 

 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Artroplastia coxofemural

     A existência de dor severa e a incapacidade para trabalhar ou de participar de atividades sociais e de lazer fazem o cirurgião decidir por uma artroplastia coxofemoral, também conhecida como prótese de quadril.

Orientações para o paciente no pós operatório imediato:
. evitar cruzar as pernas;
. evitar flexionar o quadril acima de 90 graus: não sentar em cadeiras baixas;
. evitar a rotação interna do quadril;
. sempre que dormir de lado colocar um travesseiro entre as pernas;
. pedir ajuda para calçar os sapatos para evitar a flexão do quadril acima dos 90 graus.

Fisioterapia pós operatória
     A principal preocupação pós cirúrgica é fazer com que o paciente comece a andar. Os pacientes que não apresentam complicações são, em geral, encorajados a começar a deambular com supervisão do fisioterapeuta no primeiro dia após a operação. O fisioterapeuta também deve orientar o paciente sobre a forma correta de se movimentar para evitar os movimentos indesejados, descritos acima.
     Com tratamento fisioterapêutico adequado o operado retoma rapidamente as suas atividades normais. A marcha pode evoluir do uso de andador para uma bengala e depois não usar nenhuma órtese, conforme tolerado. As diferenças no comprimento dos membros inferiores deve ser avaliado e caso necessário prescrever palmilhas.

domingo, 30 de março de 2014

SALUTAR FISIOTERAPIA GERIÁTRICA

Alteramos o nome da nossa equipe com o intuito de demonstrar com maior clareza o sentido do nosso trabalho, já que SALUTAR significa "ÚTIL E FAVORÁVEL PARA PRESERVAR A SAÚDE, RESTAURA AS FORÇAS, FORTIFICANTE".
Dessa forma, esperamos continuar atendendo as expectativas de nossos clientes.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Botox ajuda vítimas de AVC recuperar movimentos

O Botox é conhecido como uma arma poderosa contra as rugas, mas, ao que tudo indica, a substância pode ser usada para ajudar vítimas de AVC a recuperar os movimentos que foram prejudicados. As informações são do Daily Mail. O National Institute for Health Care Excellence aprovou o uso do Botox para o tratamento depois que 120 pacientes que haviam sofrido derrame recuperaram o movimento do tornozelo com a ajuda de injeções da substância. “Este é um dos mais importantes avanços em anos. Ao permitir que o tornozelo se movimente de forma mais próxima do normal, o tratamento pode trazer mais mobilidade e benefícios físicos aos pacientes, mesmo aqueles que já sofrem com estes problemas por anos”, explicou Anthony Ward, da North Staffordshire Rehabilitation Centre.

Lesley Berry, de 27 anos, teve um AVC e, como consequência, passou a sofrer de distonia, uma condição que causa espasmos dos músculos. O problema afetava o lado esquerdo de Lesley e sua mão estava sempre em formato de garra, o que não permitia que ela desempenhasse funções triviais, como segurar um copo. Fisioterapia e um medicamento para afinar o sangue não reverteram a distonia, mas as injeções de Botox regulares funcionaram. “O derrame e a sequela foram extremamente assustadores. Eu não podia comer, falar e nem ir ao banheiro sozinha. Quando a medicação e a fisioterapia não funcionaram, eu entrei em desespero. Mas o Botox me ajudou a ter uma vida normal novamente”, contou Lesley.

A injeção da substância funciona porque a toxina botulínica congela os músculos rígidos e interrompe os espasmos, restaurando o controle dos membros. Um estudo anterior mostrou que as injeções de Botox podiam ajudar vítimas de AVC a recuperar os movimentos dos braços e mãos, no entanto, a nova pesquisa conclui que o procedimento pode funcionar também para os membros inferiores.

“O Botox bloqueia a liberação de uma substância química do nervo chamada acetilcolina, o que impede a contratação muscular. Começa a fazer efeito entre quatro e sete dias, atinge o pico em seis semanas e deve durar por, pelo menos, quatro meses”, explica Poovathor J. Alexander. Lesley recebeu quatro injeções no bíceps e outras quatro no antebraço, e contou que foi “incrivelmente dolorido”. No entanto, ao contrário de outras drogas usadas para driblar as sequelas de um AVC, o Botox não apresentou nenhum efeito colateral em seus rins ou fígados. “Deve ser usado com conjunto com fisioterapia para que os músculos parem de ficar rígidos. A substância relaxa o músculo, então é mais fácil alongá-lo”, explicou o especialista. “Cada tratamento custa mais de £ 1 mil (cerca de R$ 3.900)”, acrescentou.


Fonte: fisioterapia.com

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

10 ANOS DE FORMADO!!!


Após 10 anos de formado reviro a memória e me lembro das aulas, dos colegas, das festas, dos estágios, da formatura, dos congressos, dos meses de estudo intenso para a conclusão do curso de fisioterapia.

Penso no que meus colegas estão fazendo hoje, alguns mantenho contato, outros tenho notícias por terceiros, mas tem aqueles que são amigos até hoje.

Também tenho vivo em minha memória os últimos 10 anos de trabalho como fisioterapeuta...

Não me esqueço da primeira paciente, uma senhora com sequelas de AVC, do primeiro passo reabilitado, da primeira frustração de não conseguir colocar o paciente em pé e caminhar. O filme passa na minha mente...

Hoje completo uma década de formado (colei grau na Rede Metodista de Educação – IPA, no dia 09 de Janeiro de 2004), nem parece!

Naquela época aspirava atuar na fisioterapia desportiva e na docência. Mas o destino me levou para a fisioterapia geriátrica. Que bom! Tive convites para a docência, mas decidi me dedicar exclusivamente aos meus pacientes, pelo menos por enquanto.

Nestes 10 anos me especializei em acupuntura e fisioterapia geriátrica e me dedico integralmente aos atendimentos domiciliares e em residenciais geriátricos, atendendo exclusivamente pacientes idosos. A maioria dos atendimentos são com pacientes com sequelas de AVC, doença de Parkinson, doença de Alzheimer, reabilitação no pós-operatório de fraturas, idosos acamados e fragilizados, idosos com dificuldade ou impossibilidade de manter uma vida independente.

Obrigado aos meus familiares pelo apoio e paciência. Obrigado aos pacientes e familiares pela confiança.

Agradeço, sobretudo, a minha profissão, pois tudo que tenho e muito do que sou hoje é devido à FISIOTERAPIA.

SOU FELIZ! Que venham os próximos DEZ ANOS!

PARABÉNS aos formandos IPA - 2004!

 

 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Evolução da Doença de Alzheimer

A Doença de Alzheimer é caracterizada pela piora progressiva dos sintomas. Entretanto, muitos pacientes podem apresentar períodos de maior estabilidade. A evolução dos sintomas da Doença de Alzheimer pode ser dividida em três fases: leve, moderada e grave *.
Na fase leve, podem ocorrer alterações como perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade para tomar decisões, perda de iniciativa e de motivação, sinais de depressão, agressividade, diminuição do interesse por atividades e passatempos.
Na fase moderada, são comuns dificuldades mais evidentes com atividades do dia a dia, com prejuízo de memória, com esquecimento de fatos mais importantes, nomes de pessoas próximas, incapacidade de viver sozinho, incapacidade de cozinhar e de cuidar da casa, de fazer compras, dependência importante de outras pessoas, necessidade de ajuda com a higiene pessoal e autocuidados, maior dificuldade para falar e se expressar com clareza, alterações de comportamento (agressividade, irritabilidade, inquietação), ideias sem sentido (desconfiança, ciúmes) e alucinações (ver pessoas, ouvir vozes de pessoas que não estão presentes).
Na fase grave, observa-se prejuízo gravíssimo da memória, com incapacidade de registro de dados e muita dificuldade na recuperação de informações antigas como reconhecimento de parentes, amigos, locais conhecidos, dificuldade para alimentar-se associada a prejuízos na deglutição, dificuldade de entender o que se passa a sua volta, dificuldade de orientar-se dentro de casa. Pode haver incontinência urinária e fecal e intensificação de comportamento inadequado. Há tendência de prejuízo motor, que interfere na capacidade de locomoção, sendo necessário auxílio para caminhar. Posteriormente, o paciente pode necessitar de cadeira de rodas ou ficar acamado.
Estágio inicial
O estágio inicial raramente é percebido. Parentes e amigos (e, às vezes, os profissionais) veem isso como "velhice", apenas uma fase normal do processo do envelhecimento. Como o começo da doença é gradual, é difícil ter certeza exatamente de quando a doença começa. A pessoa pode:
  • Ter problemas com a propriedade da fala (problemas de linguagem).
  • Ter perda significativa de memória – particularmente das coisas que acabam de acontecer.
  • Não saber a hora ou o dia da semana.
  • Ficar perdida em locais familiares.
  • Ter dificuldade na tomada de decisões.
  • Ficar inativa ou desmotivada.
  • Apresentar mudança de humor, depressão ou ansiedade.
  • Reagir com raiva incomum ou agressivamente em determinadas ocasiões.
  • Apresentar perda de interesse por hobbies e outras atividades.
Estágio intermediário
Como a doença progride, as limitações ficam mais claras e mais graves. A pessoa com demência tem dificuldade com a vida no dia a dia e:
  • Pode ficar muito desmemoriada, especialmente com eventos recentes e nomes das pessoas.
  • Pode não gerenciar mais viver sozinha, sem problemas.
  • É incapaz de cozinhar, limpar ou fazer compras.
  • Pode ficar extremamente dependente de um membro familiar e do cuidador.
  • Necessita de ajuda para a higiene pessoal, isto é, lavar-se e vestir-se.
  • A dificuldade com a fala avança.
  • Apresenta problemas como perder-se e de ordem de comportamento, tais como repetição de perguntas, gritar, agarrar-se e distúrbios de sono.
  • Perde-se tanto em casa como fora de casa.
  • Pode ter alucinações (vendo ou ouvindo coisas que não existem).
Estágio avançado
O estágio avançado é o mais próximo da total dependência e da inatividade. Distúrbios de memória são muito sérios e o lado físico da doença torna-se mais óbvio. A pessoa pode:
  • Ter dificuldades para comer.
  • Ficar incapacitada para comunicar-se.
  • Não reconhecer parentes, amigos e objetos familiares.
  • Ter dificuldade de entender o que acontece ao seu redor.
  • É incapaz de encontrar o seu caminho de volta para a casa.
  • Ter dificuldade para caminhar.
  • Ter dificuldade na deglutição.
  • Ter incontinência urinária e fecal.
  • Manifestar comportamento inapropriado em público.
  • Ficar confinada a uma cadeira de rodas ou cama.
*Alertamos para o fato de que essa divisão tem caráter didático e, muitas vezes, sintomas classificados em diferentes fases se mesclam em um mesmo período.
 
Fonte: ABRAZ