domingo, 26 de outubro de 2014

Prevenção de Quedas na Terceira Idade


O perigo de queda é um fator crucial na vida dos idosos, pois está associado a riscos permanentes como dificuldade na visão, falta de equilíbrio e fraqueza muscular.

Segundo um levantamento realizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), 75% das lesões sofridas por pessoas com mais de 60 anos são causadas por acidentes domésticos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e traumatologia, 20% das pessoas com mais de 60 anos que sofrem fratura no fêmur morrem após um ano, em decorrência do agravamento de doenças já preexistentes no coração, pulmões e nos rins. Os que se recuperam, cerca de 30% a 40%  perdem a independência.

Para reduzir esses índices o Ministério da Saúde alertou a secretarias estaduais e municipais sobre a necessidade de promover ações de conscientização. Em São Paulo, a Secretaria Estadual de Saúde divulgou uma cartilha de Políticas de Vigilância e Prevenção de Quedas em Pessoas Idosas. O projeto visa orientar a população e profissionais da saúde com programas específicos de prevenção que visam uma alimentação saudável e atividades físicas que aumentam a resistência da população idosa. Também tem a finalidade de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce da osteoporose, que, segundo dados da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, atinge mais de 10 milhões de pessoas, em sua maioria mulheres e idosos.

A fisioterapia tem papel importante pois além da reabilitação de lesões, tem um papel preventivo, ajudando a melhorar a qualidade de vida e evitando possíveis quedas e suas futuras complicações.

Mudanças do piso na prevenção de escorregões, sapatos adequados, colocar barra de apoio dentro do box e próximo ao assento sanitário, iluminação adequada em todos os cômodos da casa e principalmente perto da cama são alterações importantes para a prevenção de quedas. A adaptação desses ambientes faz com que o idoso tenha mais segurança e, consequentemente uma melhor qualidade de vida.

 

Danielle Renck

Luciano Chaves
 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

www.salutarfisioterapia.com.br

É com grande alegria que comunico aos nossos queridos pacientes e seus familiares bem como aos amigos, a criação do NOSSO SITE:

www.salutarfisioterapia.com.br

Convido todos a visitar nosso site, o qual está repleto de informações sobre nossa equipe, áreas de atuação e como desenvolvemos o trabalho.

domingo, 20 de julho de 2014

Salutar Fisioterapia Geriátrica


     Salutar Fisioterapia Geriátrica é a equipe de fisioterapeutas pioneira a se especializar no atendimento domiciliar de idosos. Também atendemos em Instituições Geriátricas (Residenciais Geriátricos/Lar de Idosos).


A equipe Salutar é coordenada pelo fisioterapeuta Luciano Chaves, pós-graduado em Fisioterapia Geriátrica e com mais de 10 anos de experiência no atendimento domiciliar de idosos.

Temos como objetivo desenvolver, com excelência técnica e ética, serviços e procedimentos na área da fisioterapia geriátrica, com a finalidade de assistir aos idosos, a instituição e seus familiares.

Buscamos melhorias na qualidade de vida dos idosos, sejam eles frágeis e dependentes ou saudáveis que procuram atividades significativas e direcionadas, proporcionando um envelhecimento bem sucedido.

Atuamos na prevenção, evitando ou reduzindo o risco de distúrbios do movimento humano, como também na reabilitação, favorecendo a vida do idoso, facilitando sua locomoção e convívio social.

Trabalhamos com o conceito de Clínica em Casa, na qual levamos todos os aparelhos e equipamentos necessários para realizar o melhor atendimento possível.

 
 


quarta-feira, 14 de maio de 2014

SILENT: Neurotoxicidade persistente secundária ao uso de lítio - relato de caso

      O lítio é classicamente usado no tratamento do transtorno bipolar do humor (TBH) e tem sido relacionado à neurotoxicidade, com seqüelas persistentes. Em 1987, Adityanjee et al. relataram, pela primeira vez, o termo SILENT (Síndrome do Efeito Neurotóxico Irreversível por Lítio), que tem como critério diagnóstico a presença de seqüelas no Sistema Nervoso Central secundárias à litioterapia que persistem após dois meses cessada a administração do mesmo.1 Segue o caso de uma paciente com TBH que desenvolveu SILENT no curso do tratamento com lítio.
      ZK, 22 anos, feminina, iniciou TBH em 1998, aos 15 anos, com um episódio de depressão maior. Nesta ocasião, foi medicada com venlafaxina de liberação lenta (75 mg/dia), apresentando virada maníaca após um mês de tratamento. Retirado o antidepressivo, melhorou espontaneamente e manteve-se eutímica, sem medicamentos, nos dois anos seguintes. Em 2000, aos 17 anos, teve outro episódio depressivo que, após três meses sem tratamento, evoluiu para episódio maníaco. Medicada com oxcarbazepina 600 mg/dia, houve recuperação por um ano. Em janeiro de 2002, suspendeu a medicação e, no final de 2003, aos 20 anos, desenvolveu um episódio maníaco com sintomas psicóticos. Nesta ocasião, recebeu diagnóstico de TBH e realizou exames laboratoriais, sendo introduzido lítio 900 mg/dia e olanzapina 10 mg/dia, com suspensão desta última um mês após estabilização do quadro. De janeiro de 2004 a meados de junho de 2005, encontrava-se eutímica em uso apenas de lítio 1.200 mg/dia (litemia de 0,7 mEq/L). No final de junho de 2005, desenvolveu gastroenterite associada à febre e, após cinco dias, apresentou ataxia cerebelar, disartria e dismetria. Avaliada em 1º de julho, teve suspenso o lítio e colhida litemia, que se mantinha em 0,7 mEq/L. Em 21 de julho de 2005, submeteu-se à ressonância nuclear magnética (RNM) de crânio (normal) e iniciou fisioterapia, fonoterapia e natação (duas horas por semana). Em setembro de 2005, ainda mantinha síndrome cerebelar e, apesar de estar eutímica, foi introduzida oxcarbazepina 600 mg/dia como medida profilática para o TBH. Evoluiu com melhora progressiva e, até janeiro de 2006, mantinha ataxia e disartria leves.
      Existem cerca de 90 casos de SILENT publicados na literatura,2 sendo a síndrome mais freqüente no sexo feminino (49 casos), com idades variando de 21 a 77 anos. Os fatores mais relacionados à síndrome são: febre,3 uso de antipsicóticos típicos e lesão cerebral.² Embora ocorra mais freqüentemente com litemias elevadas, pode se desenvolver também com lítio na faixa terapêutica. A etiopatogenia é desconhecida, mas já foi detectada desmielinização em múltiplas regiões cerebrais, principalmente, no cerebelo.4
      Este relato ilustra a ocorrência de um caso de SILENT, com envolvimento cerebelar em paciente do sexo feminino, como comumente relatado na literatura, porém com níveis terapêuticos de litemia, sem outros fatores de risco, exceto febre. Sendo assim, apesar da dosagem do lítio ser de extrema importância, vale ressaltar que a neurotoxicidade pode ser ocasionada ou facilitada por outros fatores, independentemente do valor da litemia, tornando-se um alerta para os profissionais que assistem essa população.²
 
 
 
FONTE: Revista Brasileira de Psiquiatria. vol. 28 no. 2 São Paulo.

 

 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Artroplastia coxofemural

     A existência de dor severa e a incapacidade para trabalhar ou de participar de atividades sociais e de lazer fazem o cirurgião decidir por uma artroplastia coxofemoral, também conhecida como prótese de quadril.

Orientações para o paciente no pós operatório imediato:
. evitar cruzar as pernas;
. evitar flexionar o quadril acima de 90 graus: não sentar em cadeiras baixas;
. evitar a rotação interna do quadril;
. sempre que dormir de lado colocar um travesseiro entre as pernas;
. pedir ajuda para calçar os sapatos para evitar a flexão do quadril acima dos 90 graus.

Fisioterapia pós operatória
     A principal preocupação pós cirúrgica é fazer com que o paciente comece a andar. Os pacientes que não apresentam complicações são, em geral, encorajados a começar a deambular com supervisão do fisioterapeuta no primeiro dia após a operação. O fisioterapeuta também deve orientar o paciente sobre a forma correta de se movimentar para evitar os movimentos indesejados, descritos acima.
     Com tratamento fisioterapêutico adequado o operado retoma rapidamente as suas atividades normais. A marcha pode evoluir do uso de andador para uma bengala e depois não usar nenhuma órtese, conforme tolerado. As diferenças no comprimento dos membros inferiores deve ser avaliado e caso necessário prescrever palmilhas.

domingo, 30 de março de 2014

SALUTAR FISIOTERAPIA GERIÁTRICA

Alteramos o nome da nossa equipe com o intuito de demonstrar com maior clareza o sentido do nosso trabalho, já que SALUTAR significa "ÚTIL E FAVORÁVEL PARA PRESERVAR A SAÚDE, RESTAURA AS FORÇAS, FORTIFICANTE".
Dessa forma, esperamos continuar atendendo as expectativas de nossos clientes.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Botox ajuda vítimas de AVC recuperar movimentos

O Botox é conhecido como uma arma poderosa contra as rugas, mas, ao que tudo indica, a substância pode ser usada para ajudar vítimas de AVC a recuperar os movimentos que foram prejudicados. As informações são do Daily Mail. O National Institute for Health Care Excellence aprovou o uso do Botox para o tratamento depois que 120 pacientes que haviam sofrido derrame recuperaram o movimento do tornozelo com a ajuda de injeções da substância. “Este é um dos mais importantes avanços em anos. Ao permitir que o tornozelo se movimente de forma mais próxima do normal, o tratamento pode trazer mais mobilidade e benefícios físicos aos pacientes, mesmo aqueles que já sofrem com estes problemas por anos”, explicou Anthony Ward, da North Staffordshire Rehabilitation Centre.

Lesley Berry, de 27 anos, teve um AVC e, como consequência, passou a sofrer de distonia, uma condição que causa espasmos dos músculos. O problema afetava o lado esquerdo de Lesley e sua mão estava sempre em formato de garra, o que não permitia que ela desempenhasse funções triviais, como segurar um copo. Fisioterapia e um medicamento para afinar o sangue não reverteram a distonia, mas as injeções de Botox regulares funcionaram. “O derrame e a sequela foram extremamente assustadores. Eu não podia comer, falar e nem ir ao banheiro sozinha. Quando a medicação e a fisioterapia não funcionaram, eu entrei em desespero. Mas o Botox me ajudou a ter uma vida normal novamente”, contou Lesley.

A injeção da substância funciona porque a toxina botulínica congela os músculos rígidos e interrompe os espasmos, restaurando o controle dos membros. Um estudo anterior mostrou que as injeções de Botox podiam ajudar vítimas de AVC a recuperar os movimentos dos braços e mãos, no entanto, a nova pesquisa conclui que o procedimento pode funcionar também para os membros inferiores.

“O Botox bloqueia a liberação de uma substância química do nervo chamada acetilcolina, o que impede a contratação muscular. Começa a fazer efeito entre quatro e sete dias, atinge o pico em seis semanas e deve durar por, pelo menos, quatro meses”, explica Poovathor J. Alexander. Lesley recebeu quatro injeções no bíceps e outras quatro no antebraço, e contou que foi “incrivelmente dolorido”. No entanto, ao contrário de outras drogas usadas para driblar as sequelas de um AVC, o Botox não apresentou nenhum efeito colateral em seus rins ou fígados. “Deve ser usado com conjunto com fisioterapia para que os músculos parem de ficar rígidos. A substância relaxa o músculo, então é mais fácil alongá-lo”, explicou o especialista. “Cada tratamento custa mais de £ 1 mil (cerca de R$ 3.900)”, acrescentou.


Fonte: fisioterapia.com