sábado, 18 de novembro de 2017

Fisioterapia Neurofuncional e Dor

A dor é o sintoma mais comum na maioria das doenças, incluindo as que envolvem o sistema nervoso. Na forma aguda ou crônica, tem grande impacto nas pessoas, as quais se tornam pacientes de serviços de saúde em algum momento da vida.
Cerca de 2/3 das pessoas com lesões neurológicas provavelmente irão desenvolver dor crônica neuropática e musculoesquelética. Muitas pessoas acreditam que a dor seja apenas o resultado de lesões, doenças e patologias (modelo biomédico). A própria definição de dor “
experiência sensitiva e emocional desagradável, associada a lesão real ou potencial ou descrita em termos de tal lesão ” quebra esse paradigma. Entretanto, chamamos a atenção para os múltiplos fatores biopsicossociais da dor que contribuem para a cronificação e sua manutenção, como por exemplo: espasticidade, rigidez, deformidades, imobilismo, fadiga (biológicos); ansiedade, depressão, comportamentos de medo e evitação, catastrofização (psicológicos); isolamento social, dos amigos e da família, afastamento do trabalho, das atividades regulares e prazerosas (sociais); e outros fatores como crenças, mitos ou equívocos sobre a dor e expectativas irreais as quais dificultam a adesão ao tratamento.
O fisioterapeuta dispõe de uma série de recursos físicos passivos e ativos que podem modificar a percepção distorcida da dor e diminuir a sensibilização do sistema nervoso. As técnicas passivas como bandagens, TENS e terapia manual possuem grandes efeitos analgésicos, porém a curto prazo. Já as técnicas ativas como exercício físico, controle motor, caixa de espelho e treino de atividades funcionais possuem efeitos analgésicos a longo prazo, contribuindo para a
reorganização cortical e ganho de função neuromusculoesquelética.
O controle eficaz da dor depende da integração do fisioterapeuta com outros profissionais de saúde como médicos, psicólogos e terapeutas ocupacionais, com os cuidadores e com a família do paciente. Trabalhar de forma multidisciplinar e interdisciplinar tem melhores resultados do que aplicar terapias isoladas. Todo o programa de tratamento também necessita estar envolvido na educação em dor para que o paciente busque o retorno as atividades, uma melhor qualidade de vida, seja auto-eficaz e saiba enfrentar melhor a dor.

Fonte: ABRAFIN

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