domingo, 28 de dezembro de 2014

Atividade física na terceira idade


Além dos benefícios convencionais que a maioria das pessoas conhecem, pesquisas recentes revelam novos benefícios e motivos importantes de praticar atividades físicas na terceira idade.

Os exercícios físicos além de manter podem aumentar áreas dos cérebros de idosos. Estudo mostra que idosos que praticaram seis meses de atividades físicas, tiveram aumento nas áreas relacionadas ao raciocínio e memória no cérebro, o que é muito bom para o idoso, já que o processo de envelhecimento está relacionado a diminuição de estruturas do cérebro.

O treinamento com pesos em idosos também mostrou melhora nas estruturas cerebrais ligadas à cognição e à coordenação motora, o que é importante para evitar quedas. Além de os músculos e ossos ficarem mais fortes. E a prática de exercício aeróbico regular melhora a qualidade do sono e o humor, pois a maioria das pessoas passa por um estágio de relaxamento após os exercícios. Isso acontece pela maior produção de endorfinas durante a atividade física. Há também aumento na produção de melatonina, um hormônio envolvido diretamente com a boa qualidade do sono.

Os diabéticos que se exercitam regularmente têm uma taxa menor de complicações relacionadas à doença, como a retinopatia diabética, que acomete a retina em diabéticos não controlados. E muitos estudos em andamento têm mostrado que a prática de esportes é boa até mesmo nos diagnósticos de Alzheimer ou Parkinson.
 
Danielle Renck
Luciano Chaves

 

Fonte: Zero Hora
 
 

 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Não se considerar idoso aumenta as chances de felicidade, diz pesquisa

A pesquisa Felizômetro de 2014 realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) entrevistou 632 pessoas que já passaram dos 60 anos. Revelou que as pessoas na terceira idade estão mais felizes. Oito em cada dez entrevistados se consideram satisfeitos com seu modo de vida atual.
Outra constatação interessante da pesquisa foi que enquanto o IBGE estima em 81,6 anos a expectativa atual de vida da população brasileira. Os entrevistados dão a si mesmo uma estimativa de 89 anos de idade. O levantamento indicou que a felicidade e saúde são questões inseparáveis para o grupo.
Segundo a psicóloga especializada em terceira idade, Simone Bracht a questão não é chegar à terceira idade e sim não se sentir velho. Todas as pessoas ao chegar à terceira idade vão passar por transformações que são normais e esperadas no corpo, como por exemplo, se sentir mais lento e precisar de óculos. E quem aceitar melhor essas perdas naturais e limitações consegue se sentir melhor consigo mesmo e por conseqüência ser mais feliz.
 
Além da saúde e do sentimento de não pertencimento ao grupo de terceira idade, outros fatores destacaram-se como importantes para aumentar as chances de atingir a felicidade. O índice ‘“Felizômetro” mostra que a independência na hora de consumir (14,5%), o fato de não precisar fazer empréstimos para adquirir produtos que não tinham acesso antes (13,9%), ter condições de gerir as próprias contas livremente (7,6%) e manter uma vida financeira melhor do que no tempo em que eram jovens (6,8%) são outros fatores que pesam consideravelmente para aumentar a probabilidade de ser feliz na vida dos idosos.
Aproveitar o tempo livre também é importante, atividades de lazer realizadas com muito mais frequência podem impactar em até 6,3% as chances de satisfação com o modo de vida. Ao mesmo tempo em que valorizam a diversão, os entrevistados mostram que os rumos da vida profissional têm peso na consolidação da própria felicidade: esse ponto  tem potencial para elevar a probabilidade de felicidade em 5,6%. Pois o fato de terem uma ocupação e se sentirem produtivos são fator chave da felicidade para quem está numa fase cuja imagem é construída como alguém improdutivo.
 
 
 
 
 
 
Danielle Renck
Luciano Chaves
Fonte: Zero Hora