domingo, 28 de dezembro de 2014

Atividade física na terceira idade


Além dos benefícios convencionais que a maioria das pessoas conhecem, pesquisas recentes revelam novos benefícios e motivos importantes de praticar atividades físicas na terceira idade.

Os exercícios físicos além de manter podem aumentar áreas dos cérebros de idosos. Estudo mostra que idosos que praticaram seis meses de atividades físicas, tiveram aumento nas áreas relacionadas ao raciocínio e memória no cérebro, o que é muito bom para o idoso, já que o processo de envelhecimento está relacionado a diminuição de estruturas do cérebro.

O treinamento com pesos em idosos também mostrou melhora nas estruturas cerebrais ligadas à cognição e à coordenação motora, o que é importante para evitar quedas. Além de os músculos e ossos ficarem mais fortes. E a prática de exercício aeróbico regular melhora a qualidade do sono e o humor, pois a maioria das pessoas passa por um estágio de relaxamento após os exercícios. Isso acontece pela maior produção de endorfinas durante a atividade física. Há também aumento na produção de melatonina, um hormônio envolvido diretamente com a boa qualidade do sono.

Os diabéticos que se exercitam regularmente têm uma taxa menor de complicações relacionadas à doença, como a retinopatia diabética, que acomete a retina em diabéticos não controlados. E muitos estudos em andamento têm mostrado que a prática de esportes é boa até mesmo nos diagnósticos de Alzheimer ou Parkinson.
 
Danielle Renck
Luciano Chaves

 

Fonte: Zero Hora
 
 

 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Não se considerar idoso aumenta as chances de felicidade, diz pesquisa

A pesquisa Felizômetro de 2014 realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) entrevistou 632 pessoas que já passaram dos 60 anos. Revelou que as pessoas na terceira idade estão mais felizes. Oito em cada dez entrevistados se consideram satisfeitos com seu modo de vida atual.
Outra constatação interessante da pesquisa foi que enquanto o IBGE estima em 81,6 anos a expectativa atual de vida da população brasileira. Os entrevistados dão a si mesmo uma estimativa de 89 anos de idade. O levantamento indicou que a felicidade e saúde são questões inseparáveis para o grupo.
Segundo a psicóloga especializada em terceira idade, Simone Bracht a questão não é chegar à terceira idade e sim não se sentir velho. Todas as pessoas ao chegar à terceira idade vão passar por transformações que são normais e esperadas no corpo, como por exemplo, se sentir mais lento e precisar de óculos. E quem aceitar melhor essas perdas naturais e limitações consegue se sentir melhor consigo mesmo e por conseqüência ser mais feliz.
 
Além da saúde e do sentimento de não pertencimento ao grupo de terceira idade, outros fatores destacaram-se como importantes para aumentar as chances de atingir a felicidade. O índice ‘“Felizômetro” mostra que a independência na hora de consumir (14,5%), o fato de não precisar fazer empréstimos para adquirir produtos que não tinham acesso antes (13,9%), ter condições de gerir as próprias contas livremente (7,6%) e manter uma vida financeira melhor do que no tempo em que eram jovens (6,8%) são outros fatores que pesam consideravelmente para aumentar a probabilidade de ser feliz na vida dos idosos.
Aproveitar o tempo livre também é importante, atividades de lazer realizadas com muito mais frequência podem impactar em até 6,3% as chances de satisfação com o modo de vida. Ao mesmo tempo em que valorizam a diversão, os entrevistados mostram que os rumos da vida profissional têm peso na consolidação da própria felicidade: esse ponto  tem potencial para elevar a probabilidade de felicidade em 5,6%. Pois o fato de terem uma ocupação e se sentirem produtivos são fator chave da felicidade para quem está numa fase cuja imagem é construída como alguém improdutivo.
 
 
 
 
 
 
Danielle Renck
Luciano Chaves
Fonte: Zero Hora
 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Doença de Alzheimer e qualidade de vida: uma realidade possível!


Envelhecimento não é sinônimo de doença, pois é possível envelhecer com saúde e qualidade de vida. O envelhecimento com ou sem doenças depende de fatores biopsicossociais, ou seja, as pessoas envelhecem de formas diferentes de acordo com os seus hábitos de vida e genética.

Mas durante o processo de envelhecimento podemos nos deparar com a Doença de Alzheimer que é uma das doenças que está em evidência na atualidade. Para buscar uma vida com mais qualidade o tratamento deve envolver diversas áreas da saúde em uma atuação transdisciplinar (fisioterapia, nutrição, psicologia, farmácia, enfermagem, etc...). A família e os cuidadores também devem ser incluídos no tratamento, como uma forma de estarem mais presentes e serem auxiliados e orientados em todos os âmbitos que a doença exige, desde um simples banho até como realizar atividades cognitivas e como proceder para o autocuidado, a fim de não adoecerem juntos.

Além do tratamento medicamentoso, exercícios físicos, alimentação adequada e os cuidados pessoais, devemos também desenvolver estratégias compensatórias de adaptação para estimular o paciente no que desrespeito as funções cognitivas comprometidas e realização de atividades diárias, conhecida também como estimulação cognitiva ou reabilitação cognitiva.

 Essa estimulação cognitiva como alternativa de tratamento não medicamentoso à Doença de Alzheimer se faz importante não só para o treino das funções cerebrais perdidas como também no controle de outros sintomas, promovendo assim o bem estar do paciente e o ajudando a viver melhor com as limitações que a doença lhe impõe.

 Estudos comprovam que quanto mais cedo o diagnóstico da Doença de Alzheimer for feito, mais efetivo é o tratamento. Por isso a importância da troca de conhecimentos e experiências e, principalmente, de informar a população sobre a doença, sintomas iniciais, alternativas de tratamento medicamentoso e não medicamentoso, e formas de se lidar com a pessoa no dia a dia.
 
Danielle Renck
Luciano Chaves
 
Fonte: Portal do Envelhecimento

domingo, 2 de novembro de 2014

Dia mundial do AVC chama a atenção para a doença que mais mata no Brasil


           No Brasil, o acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame cerebral faz uma vítima a cada cinco minutos e atinge mais mulheres do que homens.

A proporção de vítimas da doença nos homens é de um a cada seis enquanto entre as mulheres é de uma a cada cinco. Pois elas possuem além dos fatores de riscos comuns a ambos os sexos (pressão alta, colesterol elevado, tabagismo, diabetes e arritmia cardíaca) alguns mais específicos como a gravidez, o uso de pílulas anticoncepcional e a reposição hormonal após a menopausa. Também, as mulheres tendem a viver mais em relação aos homens e o AVC costuma acometer as pessoas em idade mais avançada.

No dia 29 de outubro foi celebrado o Dia Mundial do AVC. Especialistas e voluntários se unem para desenvolver ações para alertar a população sobre os fatores de riscos da doença e as melhores formas de preveni-la. Esse ano a campanha mundial promovida pela Organização Mundial do AVC (WSO), foi batizada de "Eu sou mulher, o AVC me afeta". Em Porto Alegre, aconteceu uma corrida no sábado (01/11/2014) na Redenção para promover a prevenção.

Se adequadamente tratados, 90% dos AVCs podem ser evitados, por isso é importante ficar alerta nos principais sintomas que são fraqueza, formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo, confusão, alteração da fala e/ou compreensão, alteração na visão (em um ou ambos os olhos), alteração do equilíbrio, coordenação, tontura, alteração no andar e dor de cabeça súbita e intensa, sem causa aparente.

 

Danielle Renck

Luciano Chaves

 


 

domingo, 26 de outubro de 2014

Prevenção de Quedas na Terceira Idade


O perigo de queda é um fator crucial na vida dos idosos, pois está associado a riscos permanentes como dificuldade na visão, falta de equilíbrio e fraqueza muscular.

Segundo um levantamento realizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), 75% das lesões sofridas por pessoas com mais de 60 anos são causadas por acidentes domésticos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e traumatologia, 20% das pessoas com mais de 60 anos que sofrem fratura no fêmur morrem após um ano, em decorrência do agravamento de doenças já preexistentes no coração, pulmões e nos rins. Os que se recuperam, cerca de 30% a 40%  perdem a independência.

Para reduzir esses índices o Ministério da Saúde alertou a secretarias estaduais e municipais sobre a necessidade de promover ações de conscientização. Em São Paulo, a Secretaria Estadual de Saúde divulgou uma cartilha de Políticas de Vigilância e Prevenção de Quedas em Pessoas Idosas. O projeto visa orientar a população e profissionais da saúde com programas específicos de prevenção que visam uma alimentação saudável e atividades físicas que aumentam a resistência da população idosa. Também tem a finalidade de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce da osteoporose, que, segundo dados da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, atinge mais de 10 milhões de pessoas, em sua maioria mulheres e idosos.

A fisioterapia tem papel importante pois além da reabilitação de lesões, tem um papel preventivo, ajudando a melhorar a qualidade de vida e evitando possíveis quedas e suas futuras complicações.

Mudanças do piso na prevenção de escorregões, sapatos adequados, colocar barra de apoio dentro do box e próximo ao assento sanitário, iluminação adequada em todos os cômodos da casa e principalmente perto da cama são alterações importantes para a prevenção de quedas. A adaptação desses ambientes faz com que o idoso tenha mais segurança e, consequentemente uma melhor qualidade de vida.

 

Danielle Renck

Luciano Chaves
 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

www.salutarfisioterapia.com.br

É com grande alegria que comunico aos nossos queridos pacientes e seus familiares bem como aos amigos, a criação do NOSSO SITE:

www.salutarfisioterapia.com.br

Convido todos a visitar nosso site, o qual está repleto de informações sobre nossa equipe, áreas de atuação e como desenvolvemos o trabalho.

domingo, 20 de julho de 2014

Salutar Fisioterapia Geriátrica


     Salutar Fisioterapia Geriátrica é a equipe de fisioterapeutas pioneira a se especializar no atendimento domiciliar de idosos. Também atendemos em Instituições Geriátricas (Residenciais Geriátricos/Lar de Idosos).


A equipe Salutar é coordenada pelo fisioterapeuta Luciano Chaves, pós-graduado em Fisioterapia Geriátrica e com mais de 10 anos de experiência no atendimento domiciliar de idosos.

Temos como objetivo desenvolver, com excelência técnica e ética, serviços e procedimentos na área da fisioterapia geriátrica, com a finalidade de assistir aos idosos, a instituição e seus familiares.

Buscamos melhorias na qualidade de vida dos idosos, sejam eles frágeis e dependentes ou saudáveis que procuram atividades significativas e direcionadas, proporcionando um envelhecimento bem sucedido.

Atuamos na prevenção, evitando ou reduzindo o risco de distúrbios do movimento humano, como também na reabilitação, favorecendo a vida do idoso, facilitando sua locomoção e convívio social.

Trabalhamos com o conceito de Clínica em Casa, na qual levamos todos os aparelhos e equipamentos necessários para realizar o melhor atendimento possível.

 
 


quarta-feira, 14 de maio de 2014

SILENT: Neurotoxicidade persistente secundária ao uso de lítio - relato de caso

      O lítio é classicamente usado no tratamento do transtorno bipolar do humor (TBH) e tem sido relacionado à neurotoxicidade, com seqüelas persistentes. Em 1987, Adityanjee et al. relataram, pela primeira vez, o termo SILENT (Síndrome do Efeito Neurotóxico Irreversível por Lítio), que tem como critério diagnóstico a presença de seqüelas no Sistema Nervoso Central secundárias à litioterapia que persistem após dois meses cessada a administração do mesmo.1 Segue o caso de uma paciente com TBH que desenvolveu SILENT no curso do tratamento com lítio.
      ZK, 22 anos, feminina, iniciou TBH em 1998, aos 15 anos, com um episódio de depressão maior. Nesta ocasião, foi medicada com venlafaxina de liberação lenta (75 mg/dia), apresentando virada maníaca após um mês de tratamento. Retirado o antidepressivo, melhorou espontaneamente e manteve-se eutímica, sem medicamentos, nos dois anos seguintes. Em 2000, aos 17 anos, teve outro episódio depressivo que, após três meses sem tratamento, evoluiu para episódio maníaco. Medicada com oxcarbazepina 600 mg/dia, houve recuperação por um ano. Em janeiro de 2002, suspendeu a medicação e, no final de 2003, aos 20 anos, desenvolveu um episódio maníaco com sintomas psicóticos. Nesta ocasião, recebeu diagnóstico de TBH e realizou exames laboratoriais, sendo introduzido lítio 900 mg/dia e olanzapina 10 mg/dia, com suspensão desta última um mês após estabilização do quadro. De janeiro de 2004 a meados de junho de 2005, encontrava-se eutímica em uso apenas de lítio 1.200 mg/dia (litemia de 0,7 mEq/L). No final de junho de 2005, desenvolveu gastroenterite associada à febre e, após cinco dias, apresentou ataxia cerebelar, disartria e dismetria. Avaliada em 1º de julho, teve suspenso o lítio e colhida litemia, que se mantinha em 0,7 mEq/L. Em 21 de julho de 2005, submeteu-se à ressonância nuclear magnética (RNM) de crânio (normal) e iniciou fisioterapia, fonoterapia e natação (duas horas por semana). Em setembro de 2005, ainda mantinha síndrome cerebelar e, apesar de estar eutímica, foi introduzida oxcarbazepina 600 mg/dia como medida profilática para o TBH. Evoluiu com melhora progressiva e, até janeiro de 2006, mantinha ataxia e disartria leves.
      Existem cerca de 90 casos de SILENT publicados na literatura,2 sendo a síndrome mais freqüente no sexo feminino (49 casos), com idades variando de 21 a 77 anos. Os fatores mais relacionados à síndrome são: febre,3 uso de antipsicóticos típicos e lesão cerebral.² Embora ocorra mais freqüentemente com litemias elevadas, pode se desenvolver também com lítio na faixa terapêutica. A etiopatogenia é desconhecida, mas já foi detectada desmielinização em múltiplas regiões cerebrais, principalmente, no cerebelo.4
      Este relato ilustra a ocorrência de um caso de SILENT, com envolvimento cerebelar em paciente do sexo feminino, como comumente relatado na literatura, porém com níveis terapêuticos de litemia, sem outros fatores de risco, exceto febre. Sendo assim, apesar da dosagem do lítio ser de extrema importância, vale ressaltar que a neurotoxicidade pode ser ocasionada ou facilitada por outros fatores, independentemente do valor da litemia, tornando-se um alerta para os profissionais que assistem essa população.²
 
 
 
FONTE: Revista Brasileira de Psiquiatria. vol. 28 no. 2 São Paulo.

 

 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Artroplastia coxofemural

     A existência de dor severa e a incapacidade para trabalhar ou de participar de atividades sociais e de lazer fazem o cirurgião decidir por uma artroplastia coxofemoral, também conhecida como prótese de quadril.

Orientações para o paciente no pós operatório imediato:
. evitar cruzar as pernas;
. evitar flexionar o quadril acima de 90 graus: não sentar em cadeiras baixas;
. evitar a rotação interna do quadril;
. sempre que dormir de lado colocar um travesseiro entre as pernas;
. pedir ajuda para calçar os sapatos para evitar a flexão do quadril acima dos 90 graus.

Fisioterapia pós operatória
     A principal preocupação pós cirúrgica é fazer com que o paciente comece a andar. Os pacientes que não apresentam complicações são, em geral, encorajados a começar a deambular com supervisão do fisioterapeuta no primeiro dia após a operação. O fisioterapeuta também deve orientar o paciente sobre a forma correta de se movimentar para evitar os movimentos indesejados, descritos acima.
     Com tratamento fisioterapêutico adequado o operado retoma rapidamente as suas atividades normais. A marcha pode evoluir do uso de andador para uma bengala e depois não usar nenhuma órtese, conforme tolerado. As diferenças no comprimento dos membros inferiores deve ser avaliado e caso necessário prescrever palmilhas.

domingo, 30 de março de 2014

SALUTAR FISIOTERAPIA GERIÁTRICA

Alteramos o nome da nossa equipe com o intuito de demonstrar com maior clareza o sentido do nosso trabalho, já que SALUTAR significa "ÚTIL E FAVORÁVEL PARA PRESERVAR A SAÚDE, RESTAURA AS FORÇAS, FORTIFICANTE".
Dessa forma, esperamos continuar atendendo as expectativas de nossos clientes.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Botox ajuda vítimas de AVC recuperar movimentos

O Botox é conhecido como uma arma poderosa contra as rugas, mas, ao que tudo indica, a substância pode ser usada para ajudar vítimas de AVC a recuperar os movimentos que foram prejudicados. As informações são do Daily Mail. O National Institute for Health Care Excellence aprovou o uso do Botox para o tratamento depois que 120 pacientes que haviam sofrido derrame recuperaram o movimento do tornozelo com a ajuda de injeções da substância. “Este é um dos mais importantes avanços em anos. Ao permitir que o tornozelo se movimente de forma mais próxima do normal, o tratamento pode trazer mais mobilidade e benefícios físicos aos pacientes, mesmo aqueles que já sofrem com estes problemas por anos”, explicou Anthony Ward, da North Staffordshire Rehabilitation Centre.

Lesley Berry, de 27 anos, teve um AVC e, como consequência, passou a sofrer de distonia, uma condição que causa espasmos dos músculos. O problema afetava o lado esquerdo de Lesley e sua mão estava sempre em formato de garra, o que não permitia que ela desempenhasse funções triviais, como segurar um copo. Fisioterapia e um medicamento para afinar o sangue não reverteram a distonia, mas as injeções de Botox regulares funcionaram. “O derrame e a sequela foram extremamente assustadores. Eu não podia comer, falar e nem ir ao banheiro sozinha. Quando a medicação e a fisioterapia não funcionaram, eu entrei em desespero. Mas o Botox me ajudou a ter uma vida normal novamente”, contou Lesley.

A injeção da substância funciona porque a toxina botulínica congela os músculos rígidos e interrompe os espasmos, restaurando o controle dos membros. Um estudo anterior mostrou que as injeções de Botox podiam ajudar vítimas de AVC a recuperar os movimentos dos braços e mãos, no entanto, a nova pesquisa conclui que o procedimento pode funcionar também para os membros inferiores.

“O Botox bloqueia a liberação de uma substância química do nervo chamada acetilcolina, o que impede a contratação muscular. Começa a fazer efeito entre quatro e sete dias, atinge o pico em seis semanas e deve durar por, pelo menos, quatro meses”, explica Poovathor J. Alexander. Lesley recebeu quatro injeções no bíceps e outras quatro no antebraço, e contou que foi “incrivelmente dolorido”. No entanto, ao contrário de outras drogas usadas para driblar as sequelas de um AVC, o Botox não apresentou nenhum efeito colateral em seus rins ou fígados. “Deve ser usado com conjunto com fisioterapia para que os músculos parem de ficar rígidos. A substância relaxa o músculo, então é mais fácil alongá-lo”, explicou o especialista. “Cada tratamento custa mais de £ 1 mil (cerca de R$ 3.900)”, acrescentou.


Fonte: fisioterapia.com

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

10 ANOS DE FORMADO!!!


Após 10 anos de formado reviro a memória e me lembro das aulas, dos colegas, das festas, dos estágios, da formatura, dos congressos, dos meses de estudo intenso para a conclusão do curso de fisioterapia.

Penso no que meus colegas estão fazendo hoje, alguns mantenho contato, outros tenho notícias por terceiros, mas tem aqueles que são amigos até hoje.

Também tenho vivo em minha memória os últimos 10 anos de trabalho como fisioterapeuta...

Não me esqueço da primeira paciente, uma senhora com sequelas de AVC, do primeiro passo reabilitado, da primeira frustração de não conseguir colocar o paciente em pé e caminhar. O filme passa na minha mente...

Hoje completo uma década de formado (colei grau na Rede Metodista de Educação – IPA, no dia 09 de Janeiro de 2004), nem parece!

Naquela época aspirava atuar na fisioterapia desportiva e na docência. Mas o destino me levou para a fisioterapia geriátrica. Que bom! Tive convites para a docência, mas decidi me dedicar exclusivamente aos meus pacientes, pelo menos por enquanto.

Nestes 10 anos me especializei em acupuntura e fisioterapia geriátrica e me dedico integralmente aos atendimentos domiciliares e em residenciais geriátricos, atendendo exclusivamente pacientes idosos. A maioria dos atendimentos são com pacientes com sequelas de AVC, doença de Parkinson, doença de Alzheimer, reabilitação no pós-operatório de fraturas, idosos acamados e fragilizados, idosos com dificuldade ou impossibilidade de manter uma vida independente.

Obrigado aos meus familiares pelo apoio e paciência. Obrigado aos pacientes e familiares pela confiança.

Agradeço, sobretudo, a minha profissão, pois tudo que tenho e muito do que sou hoje é devido à FISIOTERAPIA.

SOU FELIZ! Que venham os próximos DEZ ANOS!

PARABÉNS aos formandos IPA - 2004!

 

 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Evolução da Doença de Alzheimer

A Doença de Alzheimer é caracterizada pela piora progressiva dos sintomas. Entretanto, muitos pacientes podem apresentar períodos de maior estabilidade. A evolução dos sintomas da Doença de Alzheimer pode ser dividida em três fases: leve, moderada e grave *.
Na fase leve, podem ocorrer alterações como perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade para tomar decisões, perda de iniciativa e de motivação, sinais de depressão, agressividade, diminuição do interesse por atividades e passatempos.
Na fase moderada, são comuns dificuldades mais evidentes com atividades do dia a dia, com prejuízo de memória, com esquecimento de fatos mais importantes, nomes de pessoas próximas, incapacidade de viver sozinho, incapacidade de cozinhar e de cuidar da casa, de fazer compras, dependência importante de outras pessoas, necessidade de ajuda com a higiene pessoal e autocuidados, maior dificuldade para falar e se expressar com clareza, alterações de comportamento (agressividade, irritabilidade, inquietação), ideias sem sentido (desconfiança, ciúmes) e alucinações (ver pessoas, ouvir vozes de pessoas que não estão presentes).
Na fase grave, observa-se prejuízo gravíssimo da memória, com incapacidade de registro de dados e muita dificuldade na recuperação de informações antigas como reconhecimento de parentes, amigos, locais conhecidos, dificuldade para alimentar-se associada a prejuízos na deglutição, dificuldade de entender o que se passa a sua volta, dificuldade de orientar-se dentro de casa. Pode haver incontinência urinária e fecal e intensificação de comportamento inadequado. Há tendência de prejuízo motor, que interfere na capacidade de locomoção, sendo necessário auxílio para caminhar. Posteriormente, o paciente pode necessitar de cadeira de rodas ou ficar acamado.
Estágio inicial
O estágio inicial raramente é percebido. Parentes e amigos (e, às vezes, os profissionais) veem isso como "velhice", apenas uma fase normal do processo do envelhecimento. Como o começo da doença é gradual, é difícil ter certeza exatamente de quando a doença começa. A pessoa pode:
  • Ter problemas com a propriedade da fala (problemas de linguagem).
  • Ter perda significativa de memória – particularmente das coisas que acabam de acontecer.
  • Não saber a hora ou o dia da semana.
  • Ficar perdida em locais familiares.
  • Ter dificuldade na tomada de decisões.
  • Ficar inativa ou desmotivada.
  • Apresentar mudança de humor, depressão ou ansiedade.
  • Reagir com raiva incomum ou agressivamente em determinadas ocasiões.
  • Apresentar perda de interesse por hobbies e outras atividades.
Estágio intermediário
Como a doença progride, as limitações ficam mais claras e mais graves. A pessoa com demência tem dificuldade com a vida no dia a dia e:
  • Pode ficar muito desmemoriada, especialmente com eventos recentes e nomes das pessoas.
  • Pode não gerenciar mais viver sozinha, sem problemas.
  • É incapaz de cozinhar, limpar ou fazer compras.
  • Pode ficar extremamente dependente de um membro familiar e do cuidador.
  • Necessita de ajuda para a higiene pessoal, isto é, lavar-se e vestir-se.
  • A dificuldade com a fala avança.
  • Apresenta problemas como perder-se e de ordem de comportamento, tais como repetição de perguntas, gritar, agarrar-se e distúrbios de sono.
  • Perde-se tanto em casa como fora de casa.
  • Pode ter alucinações (vendo ou ouvindo coisas que não existem).
Estágio avançado
O estágio avançado é o mais próximo da total dependência e da inatividade. Distúrbios de memória são muito sérios e o lado físico da doença torna-se mais óbvio. A pessoa pode:
  • Ter dificuldades para comer.
  • Ficar incapacitada para comunicar-se.
  • Não reconhecer parentes, amigos e objetos familiares.
  • Ter dificuldade de entender o que acontece ao seu redor.
  • É incapaz de encontrar o seu caminho de volta para a casa.
  • Ter dificuldade para caminhar.
  • Ter dificuldade na deglutição.
  • Ter incontinência urinária e fecal.
  • Manifestar comportamento inapropriado em público.
  • Ficar confinada a uma cadeira de rodas ou cama.
*Alertamos para o fato de que essa divisão tem caráter didático e, muitas vezes, sintomas classificados em diferentes fases se mesclam em um mesmo período.
 
Fonte: ABRAZ

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Infecção do Trato Urinário (ITU)

     A ITU é considerada como a infecção bacteriana mais comum. Vinte por cento das mulheres fazem algum episódio de ITU durante a vida. Entre os homens não é comum, mas podem ser graves quando ocorrem.
     Estudos indicam que a prevalência de bactérias na urina de mulheres com mais de 60 anos é de 6 a 8% e aumenta para próximo dos 20% em populações com mais de 80 anos. Há estudos consistentes registrando que a prevalência de bacteriúria é de 30 a 50% em mulheres institucionalizadas e de 20 a 30% em homens institucionalizados.
     Em idosos, a maioria das ITU é assintomática, mas quando apresentam algum sinal, são: aumento na frequência em que a pessoa urina; dor e ardência na uretra, urgência miccional; peso ou ardência na região da bexiga durante a micção; o aspecto da urina pode ser turvo, leitoso ou até vermelho; febre pode significar que a infecção está atingindo os rins, embora a ausência de febre, em idosos, não exclui infecção renal. Neste caso, pode haver dor lombar ou abaixo das costelas.
     A ITU é tratada com medicamentos antimicrobianos e depende do histórico do paciente e do exame de urocultura para identificar a bactéria. O medicamente deve ser utilizado de 7 a 14 dias e quando em homens nunca inferior a 10 dias.
    A prevenção da ITU depende de algumas medidas simples: beber água em boa quantidade e urinar sempre que necessário (não protelar a micção); higienizar no sentido da frente para trás, após a evacuação, para evitar o transporte de bactérias do ânus para a vagina e uretra.