segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Síndrome de Pusher


O que significa Síndrome de Pusher?

            O nome dessa síndrome deriva de um sintoma evidente: o ato de EMPURRAR.

            Grande parte dos estudos concernentes à reabilitação dos pacientes com hemiparesia (sequela do Acidente Vascular Cerebral ou derrame como é mais conhecido) mostraram que a maioria são capazes de alcançar a marcha independente, não importando a qualidade do padrão de marcha.

            Existe um pequeno grupo de pacientes que demonstram grande dificuldade em alcançar a independência deambulativa, apresentando, também, outras dificuldades em comum. Essas dificuldades são tão uniformes que são classificadas como uma síndrome, a “Síndrome de Pusher”.

Quais são os sintomas típicos desta síndrome?

            O grau de dificuldade variará de paciente para paciente, e nem sempre se relaciona com uma perda de movimento ativo. Alguns podem ter movimentos seletivos na mão e pé hemiparéticos apesar de manifestações acentuadas da síndrome. Quando o paciente apresenta um ou dois dos sintomas, os outros estarão também presentes, em graus variados. Os sintomas são:

1.    A maioria são de hemiparéticos esquerdos. Entretanto, quando os sintomas são observados em um caso de hemiparesia direita de longa duração, o paciente ou terá uma afasia ou nenhum problema de fala absolutamente.

2.    A cabeça está virada para o lado são.

3.    A capacidade da pessoa perceber os estímulos que chegam pelo seu lado parético está reduzida em todas as suas modalidades: táteis, visuais, auditivas e cinestésicas.

4.    Carência de expressão facial.

5.    Voz monótona.

6.     Deitado em supino, o paciente mostra um alongamento do seu lado parético da cabeça ao pé. No tronco é mais perceptível.

7.    Quando deitado, o paciente segura-se, fortemente, com sua mão sadia, demonstrando intenso medo de cair.

8.    Quando ambos os joelhos são fletidos com os pés apoiados sobre o leito, eles inclinam para o lado hemiparético. Uma resistência acentuada é sentida ao tentar virar os joelhos para o lado sadio.

9.    Sentado, as dificuldades tornam-se óbvias. A cabeça é mantida rígida para o lado sadio. O tronco está fortemente encurtado no lado sadio. No entanto, o peso permanece sobre o lado afetado. Resistência é encontrada quando é feita uma tentativa para transferir o peso para o lado sadio.

10. Transferir o paciente para uma cadeira colocada do seu lado sadio é difícil, porque ele empurra para trás e para longe da perna sadia, a qual o sustentaria.

11. Sentado na cadeira de rodas o paciente adota uma postura típica. Tronco fletido, cabeça virada para o lado são e o membro superior sadio mantém atividade constante, empurrando contra o braço da cadeira. O paciente senta mais para o lado esquerdo da cadeira.

12.  Quando se inclina para frente a fim de ficar em pé ou transferir-se ao leito, o paciente puxa para o lado hemiparético, embora o seu tronco esteja acentuadamente encurtado no lado sadio. O seu pé afetado pode deslizar para trás por debaixo da cadeira, ou não evidencia qualquer atividade.

13.  Em pé, o centro de gravidade está totalmente deslocado para o lado hemiparético. Embora o terapeuta esteja com dificuldade para mantê-lo ereto, o paciente não demonstra medo da queda. Isto ocorre pelo fato dele ter a imagem corporal distorcida.

14. O paciente tem dificuldade para dar um passo com o membro afetado porque ele é incapaz de transferir o seu peso para o membro sadio. Dar o passo com o membro são é difícil devido ao suporte extensor inadequado no membro hemiparético. Se for possível a marcha, o membro afetado aduz-se tão fortemente que pode cruzar pela frente do outro membro (“marcha em tesoura”).

15. Os paciente que não tem afasia tendem a falar muito e a oferecer muitas explicações para suas falhas de desempenho.

Fonte: Patricia Davies