segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Doença de Parkinson


A doença de Parkinson é uma síndrome extrapiramidal, degenerativa, na qual há perda progressiva de células da substância negra do mesencéfalo. Ainda não se sabe a etiologia desta enfermidade.

A degeneração de neurônios da substância negra resulta na diminuição da produção de dopamina, com destruição da via nigroestriatal. Acredita-se que a perda do impulso dopaminérgico no estriado seja o fator responsável pela principal sintomatologia da doença. Do ponto de vista da disfunção do circuito dos gânglios da base, observa-se perda de ação inibitória do segmento lateral do globo pálido sobre o núcleo subtalâmico, bem como existe uma ação hiperexitatória do núcleo subtalâmico sobre a parte medial do globo pálido, cujo resultado final será uma menor ação excitatória do tálamo sobre o córtex motor, determinando a síndrome rígido-acinética.

Os sintomas e sinais cardeais desta enfermidade são tremor de repouso, bradicinesia, rigidez muscular (podendo ter sinal de roda denteada) e instabilidade postural. Outros sinais clínicos de importância são: distúrbios da marcha, fáceis em máscara, alteração da voz, disartria, hiperidrose, sialorréia, seborréia, câimbras, dores, parestesias, disfagia, incontinência urinária, obstipação intestinal, micrografia, depressão e demência.

Com a progressão da doença, esses sintomas levam à perda progressiva da capacidade da marcha, aumentam a postura em flexão e, eventualmente, levam ao confinamento em cadeira de rodas ou no leito. Juntamente com esses fatores, a rigidez dos músculos abdominais e a falta de movimento do tronco diminuem a expansão torácica e, consequentemente, também a capacidade vital.

 

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