quarta-feira, 17 de abril de 2013

Desidratação

Desidratação é uma doença potencialmente grave que se caracteriza pela baixa concentração não só de água, mas também de sais minerais e líquidos orgânicos no corpo, a ponto de impedir que ele realize suas funções normais. A enfermidade pode ser secundária a diarreias agudas e afetar pessoas de todas as idades, mas é mais perigosa para as crianças (especialmente recém-nascidos e lactentes) e para os idosos.
Causas
A desidratação ocorre se a água eliminada pelo organismo através da respiração, suor, urina, fezes e lágrimas, não for reposta adequadamente. Isso pode acontecer quando a ingestão de líquidos é insuficiente, nos quadros de vômitos, diarreias e febre, nos dias de muito calor por causa da transpiração excessiva, nos portadores de diabetes em função do aumento do número de micções e pelo descontrole no uso de diuréticos.
Sintomas
A desidratação pode ser classificada, segundo o grau de gravidade, em leve, moderada e grave. São sinais clássicos da desidratação leve e moderada a sede exagerada, boca e pele secas, olhos fundos, ausência ou pequena produção de lágrimas, diminuição da sudorese e, nos bebês, a moleira afundada. Dor de cabeça, sonolência, tonturas, fraqueza, cansaço e aumento da frequência cardíaca também podem estar associados aos episódios de desidratação.
Além desses sintomas, que se intensificam com o agravamento do quadro, nos casos de desidratação grave, podem surgir outros, como queda de pressão arterial, perda de consciência, convulsões, coma, falência de órgãos e morte.
Diagnóstico
O diagnóstico de desidratação baseia-se essencialmente na avaliação clínica, mas pode ser necessário realizar alguns exames simples de sangue, fezes e urina para identificar a causa e o grau de gravidade da enfermidade.
Tratamento
Nos casos de desidratação leve e moderada, beber muita água filtrada ou fervida em goles pequenos e intervalos curtos pode ser o suficiente para reidratar o organismo. É importante também manter a pessoa em ambiente com temperatura amena para evitar a perda de água pelo suor.
Nos casos de desidratação grave, que podem ocorrer de uma hora para outra, a reidratação deve ser feita com o soro oral distribuído gratuitamente nos postos de saúde e à disposição nas farmácias. Esse soro pode ser preparado em casa e tem validade de 24 horas depois de diluído em água.
Se houver dificuldade para conseguir o soro para a reidratação nos postos de saúde, é possível preparar o soro caseiro, nas seguintes proporções: 1 litro de água filtrada ou fervida, uma colher rasa de chá de sal e duas colheres rasas de sopa de açúcar.
Recomendações
* Beba bastante líquido, pelo menos dois litros por dia;
* Verifique se as crianças e os idosos estão tomando a quantidade de líquido necessária para manter a boa hidratação do organismo. Nessas faixas de idade, muitas vezes, eles se esquecem de fazê-lo;
* Use roupas leves e evite a exposição direta ao sol nos dias muito quentes;
* Não pratique exercícios físicos nas horas mais quentes do dia;
* Lave bem as mãos antes das refeições e depois de ter usado o banheiro;
* Certifique-se de que os alimentos que serão ingeridos crus foram corretamente preparados.
 
Draúzio Varela

Dengue em Idosos

    Em época de epidemia de dengue, todos devem dobrar a atenção para não adquirir a doença, principalmente os idosos. Segundo o Ministério da Saúde, as pessoas acima de 60 anos têm mais riscos de ter problemas decorrentes da dengue. Em Santos, das quatro pessoas que morreram de dengue, três eram idosos. O geriatra Alberto de Macedo explica porque essa faixa etária está mais vulnerável à doença e como os idosos podem se prevenir da dengue.
    Segundo o Ministério da Saúde, as pessoas com mais de 60 anos têm um risco 12 vezes maior do que outra faixa etária de morrer por causa da doença. Nos primeiros três meses de 2013, 132 mortes por dengue foram registradas no Brasil, sendo que 42% dos casos são de idosos com mais de 60 anos.
    O geriatra Alberto de Macedo explica que o idoso tem uma menor reserva fisiológica, ou seja, diante de uma agressão é mais fácil que ele padeça. "A dengue é uma doença que desidrata e o paciente idoso, mesmo desidratado, não tem sede. A dengue é uma doença que tira a força, então, o paciente com dengue, fica imóvel. A partir do momento que o paciente idoso fica parado, ele passa a desencadear as doenças de quem fica acamado, que são pneumonia e infecção de urina", explica.
Segundo o médico, há pesquisas americanas mostrando porque os idosos são mais suscetíveis a dengue. Há também relatos mostrando que idosos estão mais pré dispostos a terem dengue hemorrágica. "Idosos ficam mais tempo internados e idosos são fatalmente mais portadores de algumas doenças. Essas doenças tendem a complicar diante da dengue", afirma.
 
Orientações
    De acordo com o Alberto de Macedo, diante de sintomas de dengue, a pessoa deve procurar assistência médica, independentemente de filas e problemas de atendimento nos postos de saúde.
    O médico diz que muitas pessoas estão pecando por falta de conhecimento ou por terem informações erradas sobre a dengue. Por isso, ele fala sobre alguns dados importantes para a população. "O fim do verão não afasta a possibilidade de dengue. A parada de febre no terceiro ou quarto dia não quer dizer que o paciente está melhor, que está se curando. Muitas vezes, é nesse momento que apresenta um agravante. O paciente que apresenta náuseas e vômitos, dor de cabeça, tontura, desmaio ou dores abdominais, ele tem que imediatamente retornar ao posto médico. Evite ao máximo a automedicação. As pessoas fazem uso de medicamentos que não são aconselháveis e isso pode agravar", explica.
Macedo fala que na região ainda há várias cidades que estão com epidemia de dengue e que os pronto socorros estão lotados. Mesmo assim, ele pede para que as pessoas não tomem ou deixem de tomar qualquer medicamento sem análise do médico e que insistam e procurem atendimento nos postos de saúde dos municípios.
 
globo.com

quinta-feira, 4 de abril de 2013

RIGIDEZ

     A rigidez, ou perda da extensibilidade, é uma queixa comum dos idosos. A rigidez tem o potencial de limitar várias das atividades funcionais diárias dos idosos, ao interferir com o início e o término dos padrões de movimento.
     As contraturas de desenvolvimento recente apresentam uma porção maior de adesão fibrinosa, ao passo que as contraturas crônicas (idosos acamados, por exemplo) são mais colagenosas. O exercício ativo pode degradar as adesões fibrinosas, mas o encurtamnto do colágeno, amiúde, exige calor profundo, alongamento prolongado, utilização de órteses e, possívelmente, intervenção cirúrgica.
     Principais causas da rigidez:
          - Imobilidade
          - Alterações biomecânicas no tecido conjuntivo
          - Hipocinesia (redução do movimento ativo)
          - Artrite
          - Traumatismos
          - Hipertonia (aumento patológico do tônus muscular)

     Um fator importante a ser considerado quando do alongamento  muscular no idoso é que o tecido responde otimamente ao estiramento lento e prolongado. O geronte precisa de mais tempo para relaxar o tecido conjuntivo devido às alterações nas propriedades biomecânicas, como a substância amorfa e a flexibilidade do colágeno reduzidas. Modalidades de aquecimento que produzem temperaturas teciduais na faixa de 42,5 a 45 graus célcius junto com alongamento prolongado produzem alongamento residual do tendão. As fibras de colágeno precisam ser aquecidas a 42,5 graus célcius ou mais e ter força contínua aplicada a elas durante, pelo menos, 30 minutos (a utilização de órtese é uma boa opção). O ultra-som de 1MHz com intensidade de 1 watts/cm2 durante 10 minutos pode ser utilizado para elevar a temperatura tecidual.