segunda-feira, 18 de março de 2013

DOR

  Grande parte das pessoas que procuram cuidado fisioterapêutico o faz porque tem dor. Poucos compreendem que se não fosse a analgesia, pouco existiria dos serviços de saúde. Não existiria cirúrgias sem anestesia. Todos os processos diagnósticos ou curativos invasivos necessitam de anestesia ou de algum processo que promova analgesia durante ou depois da intervenção. A qualidade de vida do idoso necessita de uma grande habilidade em saber controlar as mazelas dolorosas.
  A dor é, e sempre será, sintoma e alarme, mas a prática clínica e até as pesquisas básicas têm nos mostrado que em certas situações a dor crônica é a própria doença, que maltrata, e intensamente incapacita nossos pacientes.
   A dor aguda resulta da estimulação nociva intensa, é bem localizada e transitória quando não ocorre dano tecidual e tende para a cura espontânea ou por força da terapêutica. O papel desta dor é bem simples, mas importante, já que informa o corpo sobre o perigo potencial e, via de regra, inicia respostas reflexas de retirada do segmento corporal da fonte do estímulo nocivo.
  A dor crônica ocorre em resposta a lesão tecidual. Este tipo de dor representa um fenômeno de sensibilização nociceptiva, com redução do limiar à dor (sensação de dor ao minímo estímulo nocivo), amplificação da resposta a estímulos nocivos e sensação de dor prolongada e persistente, de caráter contínuo ou intermitente. Mesmo a dor crônica possui uma fase aguda, geralmente associada a dano tecidual e inflamação. Na fase crônica, a dor está geralmente associada a alterações ou danos ao tecido. Nesta condição, a dor perde qualquer função adaptativa ou protetiva e torna-se de fato patológica.
  A dor crônica tem sido um enorme problema para o profissional da área da saúde e uma ameaçadora e insuportável realidade para o doente.

* Analgesia é a abolição da sensibilidade à dor sem supressão das outras propriedades sensitivas, nem perda de consciência.
* Anestesia é o estado de total ausência de dor e outras sensações durante uma operação, exame diagnóstico ou curativo. Ela pode ser geral, isto é, para o corpo todo; ou parcial, também chamada regional, quando apenas uma região do corpo é anestesiada. Sob o efeito de uma anestesia geral, você dorme. Com anestesia regional você pode ficar dormindo ou acordado, conforme a conveniência, embora parte de seu corpo fique anestesiada.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

O AVC se caracteriza por anormalidades no fornecimento de nutrientes, circulação de glicose e oxigênio no encéfalo e que tenham como consequência um comprometimento funcional ou anatômico. Estima-se que entre os casos de AVC, 85% sejam isquêmicos e 15% hemorrágicos. Em ambos, em virtude da perda de função cerebral focal ou global, os indivíduos sobreviventes evoluem com alterações clínicas e físicas importantes.
As sequelas mais comuns são hemiplegia e hemiparesia, alterações da linguagem (fala e memória), alterações que envolvem mudanças na força muscular (fraqueza ou paralisia), no tônus muscular (flacidez ou espasticidade), na ativação muscular (iniciação inadequada, dificuldade para sequenciamento, tempo inadequado para disparo da ação), mudanças sensoriais (consciência, interpretação), mudanças no alinhamento e na mobilidade, no comprimento do tecido muscular e articular, problemas ósseos e posturais, dor e edema, assim como insuficiência de movimentos, movimentos atípicos e compensações indesejáveis.
Em 1990, o AVC já era a segunda causa de óbitos em todo o mundo e a terceira em paises em desenvolvimento. Somente havia mais ocorrência de mortes em razão de doença coronariana. Este tipo de acidente também é a maior causa de incapacidade funcional, danos emocionais e socioeconômicos para os pacientes e seus familiares.
Dos pacientes que sobrevivem ao primeiro mês após o AVC, cerca de 80% apresentam alterações neurológicas, sejam de maior ou menor sequela, e necessitam de tratamento fisioterapêutico para prevenir possíveis complicações decorrentes do acidente e trazer mais independência. Dos 20% restantes, metade tem cura espontânea, e a outra parte, representa a parcela de indivíduos com incapacidades severas. É extremamente importante que a pessoa seja socorrida o quanto antes na tentativa de minimizar os efeitos do AVC.