quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Declínio de desempenho motor no envelhecimento é específico à tarefa

RESUMO

O declínio de desempenho motor característico do envelhecimento tem sido proposto ter como causa um fator único, originário de deterioração da capacidade de processamento central de informação. Por essa proposição, o desempenho motor em diferentes tarefas deveria ser prejudicado similarmente durante o envelhecimento. Para testar essa hipótese, o desempenho sensório-motor de indivíduos fisicamente ativos entre 19 e 73 anos de idade foi estudado em oito tarefas: tempo de reação, tempo de movimento no contato com um alvo, força manual máxima, sincronização, controle de força, toques repetidos com haste vertical, desenhos seqüenciais e toques entre os dedos. A análise dos resultados indicou perfis variáveis de desempenho entre as tarefas motoras na comparação entre as idades, com declínio motor a uma taxa moderada entre 20 e 60 anos para tempo de reação, quedas mais acentuadas de desempenho na transição entre 20 e 40 anos em tarefas requisitando velocidade de execução de movimentos simples ou precisão temporal, quedas mais acentuadas na transição entre 60 e 70 anos para força máxima e habilidade gráfica e manutenção da capacidade de desempenho com o envelhecimento para controle de força manual. Dessa forma, esses resultados revelam-se contraditórios com a hipótese de fator único e oferecem suporte à hipótese alternativa de que a taxa de declínio de desempenho sensório-motor durante o envelhecimento é específica à tarefa.


Autor:
Luís Augusto Teixeira

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Mobilidade Urbana

Subir e descer escadas são atividades funcionais comuns na vida diária normal. Confiança e competência ao lidar com escadas permite que um indivíduo faça compras, utilize o transporte público, tenha acesso a edifícios públicos e visite amigos e parentes. Considero importante para a mobilidade independente e segura dos idosos pelas ruas e nos transportes públicos das cidades um estudo mais detalhado sobre a altura dos degraus. Na Escandinávia um estudo conduzido por Lundgren e colaboradores (1983), no qual pesquisaram 212 idosos normais, definiram qual altura mais segura do degrau e que seja possível de ser vencido por gerontes. Os pesquisadores identificaram  que todos os indivíduos pesquisados conseguiram subir um degrau de 20cm, porém 26% eram incapazes de subir um degrau de 40cm. Concluíram que este era um dos principais fatores dos idosos referirem dificuldade de utilizar o transporte público.
Um estudo brasileiro deste tipo poderia gerar uma lei para altura dos degraus, colaborando, assim, com a mobilidade urbana.