domingo, 25 de novembro de 2012

II COBRAFIN - boas novas!!!

Nos dias 15, 16 e 17 deste mês, no Rio de Janeiro, ocorreu o II Congresso Brasileiro de Fisioterapia Neurofuncional (IICOBRAFIN) promovido pela ABRAFIN.
Eu tive o prazer de estar presente neste evento maravilhoso que teve a presença de palestrantes pesquisadores e clínicos de altíssimo nível.
Algumas novidades na área da fisioterapia neurofuncional estão surgindo e outros temas de nosso conhecimento estão sendo pesquisados para que possamos fazer uso de técnicas que realmente tenham comprovação científica.


Alguns destaques do Congresso:
1. Estimulação Magnética Transcraniana (TMS): dois grupos fortes estão pesquisando esta nova ferramenta. Um no RJ e outro em PE, sendo os dois chefiados por fsioterapeutas. TMS é um equipamento que emite ondas eletromagnéticas para promover excitabilidade ou inibição de áreas a serem tratadas no encéfalo. As pesquisas estão bem adiantadas com pacientes hemiparéticos e parkinsonianos. O mais interessante é que as pesquisas indicam que a associação da TMS com a fisioterapia demonstram os melhores resultados. Acredita-se que em um ano está nova modalidade de tratamento estará disponível para os fisioterapeutas e com os protocolos de tratamento bem definidos.
Este novo equipamento pode ser operado por fisioterapeuta, pois é considerado eletroterapia. O CFM baixou uma resolução dizendo que é ato privativo dos médicos. No entanto, esta resolução não tem efeito para os fisioterapeutas, pois o CFM tem o poder de legislar somente para os médicos.

2. Estimulação Elétrica Transcraniana: tem o mesmo princípio de operação da TMS, porém emitindo ondas elétricas. Esta sendo pesquisado por um grupo da Universidade Federal da Bahia. As pesquisas não estão adiantadas como na TMS.

3. Terapia de Restrição e Indução do Movimento (TRIM): técnica que tem por objetivo recuperar a função do membro superior do paciente hemiparético. Consiste na contenção do membro superior sadio por pelo menos seis horas diárias e tratamento fisioterapêutico com tarefas específicas e direcionadas para o membro parético. Existem critérios de inclusão para este tipo de tratamento, não sendo aplicável a todos os casos.

4. Terapia por Espelho (TE): baseada na teoria dos neurônios espelho esta técnica tem por objetivo recuperar a função do membro superior hemiparético. O espelho deve ser colocado no meio do plano sagital, posicionando-se o braço não afetado na parte refletida como se fosse o membro afetado. Quando a mão direita está sendo usada, é percebida a mão esquerda, o que culmina em ativação adicional do hemisfério cerebral direito.

5. Wiireabilitação: pode-se utilizar o Nintendo Wii e o Kinect Based System, que são videogames. Tem como objetivo recuperar funções (equlíbrio, velocidade de movimento, coordenação...) com o auxílio dos jogos. A hipótese científica para que estes jogos sejam utilizados na reabilitação baseia-se na prática obsevacional (feedbak), atenção externa, prática controlada, realimentação do desempenho e do resultado, integração cognitiva, sensorial e motora e o aspecto motivacional do jogo. Apesar de aparentemente ser interessante e de já estar sendo bastante utilizado na prática clínica as pesquisas indicam que os resultados desta terapia são os mesmos da fisioterapia convencional, ou seja, há melhora significativa nos grupos de pacientes que utilizam o Wii e nos grupos controle que são tratados somente com fisioterapia. Pesquisadores fisioterapeutas de SP estão se dedicando ao estudo desta modalidade terapêutica.

6. Órteses neuronais e robótica: tecnologia de ponta estão sendo pesquisadas e lançadas no mercado para auxiliar os pacientes na reabilitação. São equipamentos de alto custo, porém muito interessantes. Os interessados por este tema podem pesquisar no google pelas empresas Otto Bock, Guidosimplex e Hocoma.

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