terça-feira, 19 de junho de 2012

EMOÇÃO

As emoções básicas do ser humano permanecem em nossa familiar com Doença de Alzheimer (DA).
O MEDO foi demonstrado por reações variadas como gritos ou buscando apoio em nós, segurando-nos de várias formas, pelas mãos, braços, etc. O medo por carência evidenciava-se exigindo nossa presença permanente.
A TRISTEZA manifestava-se pela expressão facial, pois aprendemos a conhecer todos os sinais da nossa querida mãe. Nossas atitudes para com ela tinham por base a observação sistemática e a percepção. Quando percebíamos a chegada da tristeza, buscávamos algo para transformar em alegria, como conversa agradável, o canto, a dança, etc.
Conseguimos promover a ALEGRIA com frequência, pois ela aparecia estampada no rosto, no sorriso, nas palavras, quando falava.
Descobrimos como tratá-la em cada momento sentindo e demonstrando muito amor e carinho, o que é fundamental para a interação paciente/familiar ou paciente/cuidador. Nossa aprendizagem, habilidade e paciência adquirida foi relevante para o êxito nos cuidados prestados.
A responsabilidade, o comprometimento e o dever de filha cuidadora me enriqueceu como ser humano; cultivei e desenvolvi o sentimento de amor, carinho, fé e esperança em oferecer senão o mais adequado tratamento, mas o melhor possível.


Trecho do livro " Doença de Alzheimer: um testemunho pela preservação da vida", escrito por Izabel Eri Camargo que cuidou da mãe com Alzheimer por longos anos.
Editora AGE, Porto Alegre, 2003.

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