quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

História da Fisioterapia X Geriatria


O avanço das pesquisas mundiais incentivou um grupo de médicos brasileiros a criarem em meados de 1950 as primeiras jornadas em geriatria. Somente em 1962, doze anos depois, foram realizados os primeiros cursos de extensão universitária sobre o envelhecimento. No mesmo ano, é fundada a Sociedade Brasileira de Geriatria (SBG), no Rio de Janeiro, deixando de fora todos profissionais não médicos que atuavam com o segmento idoso. Em 1968, com a nomeação de profissionais não médicos a SBG passou denominar-se Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Nesta época, em 1969, a fisioterapia estava sendo regulamentada no Brasil, pelo decreto-lei n. 938, deliberando a atividade como profissão que necessita de formação de nível superior.
Na geriatria, a primeira residência médica instalou-se em 1976 na PUCRS. No mesmo ano se deu a criação do Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), também na PUCRS. Somente em 2002 a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), fundou o segundo IGG do pais.
Em 1979, surgiu o primeiro curso de especialização em gerontologia do pais, no Instituto Sede Sapientiae, em São Paulo, aberto a profissionais de diferentes formações.
Podemos observar que o estudo sobre o envelhecimento é recente no Brasil, sendo considerado por muitos pesquisadores como uma “ciência muito jovem”. No entanto, percebemos que a fisioterapia é mais recente ainda. Muitas  universidades não dispõe em sua grade curricular a disciplina de geriatria e gerontologia nos cursos de fisioterapia.
 A primeira especialização de fisioterapia em geriatria e gerontologia surgiu em 2008, no CBES/POA. Atualmente, há poucas escolas (CBES, INSPIRAR...) de pós-graduação em fisioterapia que disponibilizam essa especialização.
A capacidade funcional constitui o determinante primário das necessidades diárias das pessoas idosas. O movimento normal é elemento primordial para a funcionalidade do indivíduo. Talvez, neste ponto, que a fisioterapia adentra na geriatria, pois é essa a profissão que tem como escopo a preservação ou reabilitação do movimento humano.
A história da fisioterapia geriátrica é recente, tão recente que ainda está em construção, sendo nós (fisioterapeutas) os arquitetos desta obra

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Perfil do cuidador domiciliário de idosos

 

RESUMO


A proposta deste trabalho foi traçar o perfil dos cuidadores domiciliários de idosos cadastrados no programa de Acamados das Unidades Básicas de Saúde da Vila Floresta, Bairro Coinma e do Jardim Itú, pertencentes ao Grupo Hospitalar Conceição/Porto Alegre. A amostra totalizou 43 cuidadores. Foram investigadas questões sobre a qualificação do cuidador, o grau de parentesco do cuidador com o idoso cuidado, as atividades desempenhadas pelo cuidador e variáveis relativas aos cuidadores como idade, sexo, escolaridade, local de residência e se a atividade é formal ou informal.  A coleta dos dados foi feita através de um formulário, respondido pelo cuidador na companhia do pesquisador. Os dados obtidos nesse trabalho foram armazenados no programa de computador excel 97 e analisados pelo programa SPSS versão 8.0. A análise descritiva foi utilizado como método de avaliação dos dados coletados. Com este estudo foi possível verificar a falta de qualificação dos cuidadores domiciliários de idosos e a carência de suporte a eles fornecido, o reduzido número de pesquisas nesta área de conhecimento e o expressivo número de familiares desempenhado a atividade de cuidador domiciliário de idosos.

Palavras-chave: idoso, cuidador domiciliário. Faltam mais duas palavras-chave

Se houver interesse em possuir o artigo na integra, faça contato via e-mail.

Luciano Chaves

Envelhecendo com Dependências



      Estudos americanos indicam que 13% dos idosos entre 65 e 69 anos necessitam de algum auxílio nas atividades de vida diária (AVD); este percentual se eleva para 55% na população acima dos 85 anos. Algumas pesquisas, consideram como atividades de vida diária – preparar refeições, fazer limpeza da casa, tomar remédios, pentear cabelos, andar no plano, comer, tomar banho, vestir-se, deitar/levantar da cama, ir ao banheiro em tempo, cortar as unhas dos pés, subir um lance de escada, ir a um lugar necessitando de condução, ir andando a um lugar perto de casa – e identificaram que quase 20% da população estudada precisa de alguma ajuda para realizar pelo menos 4 atividades, e 7% não realiza sem ajuda pelo menos 7 delas.

Muito se ouve falar sobre longevidade, sobre “dicas” de como envelhecer com saúde. Mas e aqueles que são velhos e dependentes? È possível viver com qualidade de vida? É possível prevenir fragilidades e aumentar a independência? Precisamos de qualificação na rede de assistência ao idoso, principalmente, para os familiares, cuidadores e profissionais de saúde. Estou restringindo o assunto no âmbito da saúde, mas poderíamos falar de políticas públicas, de planejamento urbano entre outros.

O cuidador enfrenta, diariamente, uma grande diversidade de tarefas, as quais são definidas pela doença e incapacidade funcional do idoso. Portanto, a orientação sobre as diversas doenças que acometem o idoso e sobre aspectos de cuidado são essenciais para o cuidador desempenhar atividades qualificadas. Por exemplo, como podemos auxiliar o idoso que depende para levantar-se da cadeira? Pegamos pelo pulso ou braço e o puxamos, ou, apoiamos nossas mãos por trás dos ombros, firmamos nossos joelhos contra os dele e então o assistimos na tarefa de levantar. Na primeira alternativa, estamos sujeitos, pelo menos, a quatro problemas: lesionar a pele do braço ao puxa-lo, devido à pele sensível de alguns idosos; lesionar o pulso, ombro e coluna com o puxão; puxa-lo direto para o chão, pois não estabilizamos seus joelho; não permitir ao idoso a participação na tarefa de levantar, induzindo a uma maior dependência. Portanto, a alternativa correta é a segunda, na qual, oferecemos suporte adequado reduzindo o risco de lesão e possibilitando a participação na função. Inúmeros exemplos poderiam ser citados, como a melhor forma de facilitar a marcha, sobre o posicionamento adequado no leito ou na poltrona, como transferir com segurança a pessoa de um local para outro, entre outros. Existem técnicas e métodos específicos, que devem ser compreendidos por aqueles com a importante tarefa de cuidar, não podendo ser feito de qualquer jeito, sob pena de prejudicar o idoso dependente.

Outra questão importante e que induz à dependência é querer fazer tudo pelo geronte. Geralmente, os cuidadores na tentativa de ajudar ou de terminar mais rápido o serviço apropriam-se das funções que poderiam ser executadas pela própria pessoa. Um exemplo, bem comum é dar comida na boca daquele que tem condições de alimentar-se sozinho. Temos que estimular o máximo de função, protelando o agravamento das dependências e aumentando a independência.

O idoso dependente necessita de incentivo para a realização das tarefas do dia-a-dia, necessita de atividades preventivas e de reabilitação que evitem a involução e busquem a melhoria funcional.

Esse texto foi escrito com o intuito de despertar o interesse das pessoas, principalmente, familiares e cuidadores de idosos dependentes sobre esse tema tão importante. Falar sobre idosos saudáveis e sobre como envelhecer bem é essencial, mas não esqueçamos de elucidar as questões de nossos gerontes dependentes, os quais merecem excelentes cuidados e melhor qualidade de vida.

OBS: diversas pesquisas identificam o familiar (principalmente a mulher) como a principal fonte de cuidado de idosos dependentes. No entanto, neste texto, quando falo em cuidador, refiro-me a todos aqueles envolvidos com o cuidado, inclusive os profissionais de saúde e Instituições Geriátricas.

Luciano Chaves
Fisioterapeuta
Crefito 63.178-F
Especialista em acupuntura
Pós-graduado em fisioterapia geriátrica

A Arte de Envelhecer

 

            Envelhecimento é um processo natural pelo qual todos passaremos. Afinal, quando começamos envelhecer? Alguns pesquisadores afirmam que envelhecemos desde o nascimento, pois nascemos, nos tornamos crianças, adolescentes, adultos jovens, adultos, velhos e morremos. Outros, acreditam que a senescência inicia-se na terceira década da vida, quase imperceptível, tornando-se visível a partir dos 60 anos.

            Na verdade o “quando?” não importa muito. Devemos nos preocupar com o “como?”. Portanto, a pergunta mais adequada é “Como estamos cuidando da nossa vida?”. Existem diversas teorias, conceitos e formas de se ter uma vida saudável; e na verdade a maioria está correta, no entanto, temos que “abrir os olhos” para as formas mágicas, pois mágica não existe. Cuidando da saúde temos mais chances de ter um envelhecimento saudável, de ter certa independência até os últimos anos de nossas vidas.

            Envelhecer! A moairia das pessoas não pensam nisso, têm medo, ou dizem, está tão longe para acontecer. Na verdade chegar à velhice pode faltar muito tempo, no entanto, o envelhecimento esta acontecendo agora, e devemos ficar alerta. Sendo o envelhecimento um processo natural porque não planeja-lo?

            Existem fatores controláveis, embora de dificil controle e outros não controláveis, embora passiveis de prevenção. Fatores controláveis são: (1) alimentação adequada, contendo no cardápio diário alimentos construtores (protínas), energéticos (carboidratos) e reguladores (verduras e frutas); (2) dormir 8 horas diárias; (3) lazer, como atividade anti-estresse; (5) exercícios físicos e; (4) evitar vícios. Os fatores não controláveis são: (1) acidentes; (2) econômicos e; (3) genéticos (ainda não totalmente controlável). Assim sendo, podemos planejar nosso futuro, principalmente, a partir dos fatores controláveis e previnindo os fatores não controláveis. Você prefere ser um velho saudável, independente físicamente e financeiramente, com amigos e familiares a sua volta; ou um velho com problemas de saúde, dependente, pobre e com dificuldade de relacionamento inter-pessoal?  

            Envelhecer é uma arte. Fazemos nosso roteiro e construimos nosso personagem e, quando temos bom desempenho no palco somos aplaudidos com qualidade de vida; agora, se não houver dedicação e disciplina seremos vaiados com sofrimento. Somos  artífices da vida.

             
Luciano Chaves
Fisioterapeuta
Crefito 63.178-F
Especialista em acupuntura
Pós-graduado em fisioterapia geriátrica